Neste blog você irá encontrar sugestões de atividades, atividades já realizadas, informações sobre o Ensino Religioso no estado do Paraná e principalmente em Curitiba. Trabalhar com a diversidade religiosa em sala de aula é algo extremamente rico pois, é na diversidade que aprendemos a respeitar o outro.


25 de janeiro de 2015

AS 4 MATRIARCAS DO JUDAÍSMO

Por que nossas Matriarcas eram estéreis e tiveram de ver seus próprios maridos se casarem com escravas pois, a princípio, estavam privadas de ter filhos?
Resposta:
Até a época de nosso Patriarca Avraham, o politeísmo dominava o mundo. Avraham foi o primeiro a reconhecer um D’us único, o Criador do Universo. Por isso, foi escolhido por D’us como o pai do povo eleito. D’us o fez passar por dez provas que comprovaram sua fidelidade. Por sua dedicação, D’us elevou Avraham e seus descendentes acima das forças da Natureza; estas não têm domínio sobre o povo judeu. Isto é aprendido no Midrash sobre o versículo: "[D’us] tirou-o [Avraham] para fora." Explicam nossos sábios: D’us o colocou acima das influências da Natureza e ele ficou apenas sob influência direta da Divina Providência.


As quatro Matriarcas, Sara, Rivca, Rachel e Lea eram estéreis para demonstrar que seus filhos, os ancestrais das tribos formadoras do povo judeu, não nasceram de forma natural, e sim com a força do milagre da Divina Providência; desta forma seus descendentes, o povo de Israel, nunca estaria sob as influências das forças da Natureza.
Uma outra explicação parecida é dada para a esterilidade das Matriarcas: Avraham e Sara, apesar de monoteístas, descendiam de idólatras. Isto poderia ter influência direta sobre seus descendentes, pois no momento em que alguém pratica a idolatria ou delito semelhante, um espírito de impureza envolve sua alma, desligando-se desta somente se a pessoa fizer teshuvá, retornar ao bom caminho. Este espírito de impureza pode passar para sua prole, conforme explicam os livros cabalísticos. Portanto, D’us fez com que Avraham e Sara fossem estéreis para que seus filhos nascessem de forma milagrosa, não permitindo assim que o espírito idólatra de seus ancestrais passasse para eles, pois vieram ao mundo não por meio de nascimento natural. O mesmo ocorreu com Rivca, filha de Betuel, Rachel e Lea, filhas de Lavan, cujos pais também eram adeptos da idolatria.
Mesmo sabendo disto, Sara, que era profetisa, não entendia por que demorava tanto tempo para que este milagre prometido por D’us se concretizasse. Ela entendeu que para que lhes nascesse um filho seria necessário não apenas um milagre, mas também que Avraham se purificasse de toda e qualquer influência negativa que poderia estar ligada a sua alma proveniente de sua ascendência. O segundo patriarca, Yitschac, por ter sido oferecido como sacrifício para D’us, tinha santidade tal que não se casou com uma segunda mulher.
Já Yaacov, que vinha de uma ascendência completamente sagrada, teve até mesmo com as escravas filhos justos que foram todos ancestrais do povo que iria receber a Torá no Monte Sinai, passando a ser assim o povo eleito.
Uma vez que Yaacov amava mais Rachel, D’us antecipou o milagre de Lea e, apesar dela ser estéril, D’us abriu seu ventre.
D’us também esperava que as Matriarcas rezassem e pedissem pela Misericórdia Divina para que gerassem filhos. Isto tornou-se uma demonstração clara e um exemplo através dos tempos de que é possível, através das preces e confiança N’ele, que seus pedidos sejam atendidos tornando-se recipientes apropriados para receberem a bênção de gerar filhos.


Além disto, a medicina avançou muito ao longo dos anos possibilitando que seja utilizada em benefício da humanidade. É preciso saber como e o que é permitido através da Torá, consultando um rabino bem versado na Halachá, Lei Judaica.

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