Neste blog você irá encontrar sugestões de atividades, atividades já realizadas, informações sobre o Ensino Religioso no estado do Paraná e principalmente em Curitiba. Trabalhar com a diversidade religiosa em sala de aula é algo extremamente rico pois, é na diversidade que aprendemos a respeitar o outro.


9 de julho de 2018

MITO DO MILHO - 2° ANO

Os alunos do 2° ano aprenderam que a "Mãe Terra", dá  o que cada um merece, nem mais nem menos. Veja o texto que os alunos receberam:



Após receberem o texto, conversamos sobre o que cada um havia entendido.
Retomamos o assunto anterior, os alimentos sagrados, onde fizemos uma relação com o conhecimento adiquirido e o que iríamos aprender.
Contei aos alunos a história da Lenda do Milho. Para verificar se aprenderam os alunos fizeram a ilustração desta lenda.


Depois que fizemos esta atividade, montamos um cartaz com espigas de milho confeccionadas pelos alunos. Entendendo que o milho é um alimento sagrado.

O milho é sagrado para alguns povos. Povos como o Guarani, em suas cerimônias religiosas, utilizam o milho chamado "Avaty". Nele inspira-se o calendário religioso, sendo que são feitas diversas cerimônias na época de plantar e de colher o milho.
















Nossas espigas ficaram assim:




Formamos um milharal lindo!!! E para finalizar fizemos uma conecção com a disciplina de matemática.






AWAJY ETE - SÍMBOLO INDÍGENA

Realizei a contação da história do Mito do Awajy.



Questionei os alunos sobre o que seria o Awajy. Muitos não souberam dizer, ficaram em dúvida, falaram o nome de vários alimentos.

Até que por fim chegaram no nome: milho. Contei aos alunos que o awajy (milho) é um símbolo indígena e um alimento sagrado. 

Eles visualizaram estas imagens e viram que o awajy pode ser de várias cores,





Cada aluno  ganhou uma espiga de milho para pintar e a palavra awajy, com todas as letras misturadas para que fossem coladas no caderno de forma correta.



ALIMENTOS SAGRADOS AFRO

 Os santos satisfazem sua fome de dendê, mel e farinhas, da carne dos sacrifícios e do sangue, seiva de vida, revitalizador elemento da ação do Axé. (LODY, 1979, p. 19).

Os cultos afro-brasileiros são crenças trazidas pelos escravos provenientes de diversos grupos étnicos – principalmente da costa ocidental da África –, que se mesclaram ou se aculturaram com elementos e divindades indígenas e com o catolicismo, trazido pelos colonizadores portugueses.
Essa nova forma de religiosidade popular recebeu diversas denominações, cuja variedade de ritos varia de acordo com a tradição africana da qual procedem, e, sobretudo, por sua formação em uma região específica do País. Os mais conhecidos são: o Candomblé, na Bahia e em outros estados; o Xangô, em Pernambuco, Alagoas e Sergipe; a Umbanda, no Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros estados; o Tambor de Mina, Tambor de Nagô e Canjerê, no Maranhão; a Cabula, no Espírito Santo; e oBatuque ou Pará, no Rio Grande do Sul, onde também recebe a denominação deNação. 

Para os cultos afro-brasileiros, a alimentação sagrada é um fator determinante para a união e à preservação das ações dos deuses. É por meio da alimentação comum entre as divindades e seus fiéis que o culto assegura sua sobrevivência.

Na mesa dos deuses afro-brasileiros comem os Orixás, os Voduns (Orixás da cultura Jêje) e os Inkices (Orixás da cultura Banto). 

O Ajeum, cuja tradução mais literal pode ser banquete, é um termo e origem ioruba  referente às refeições. É o ato de comer e dar comida para as divindades nos centros de cultos afro-brasileiros. É um importante momento sócio-religioso nas festas públicas dos terreiros de candomblé, quando são armadas grandes mesas, onde as comidas dos orixás e as comidas comuns (comidas de branco) são servidas. Não existe cerimônia pública ou privada nos cultos afro-brasileiros em que a alimentação não esteja presente.

A culinária sagrada dos Orixás é muito diversificada e têm como base carnes, peixes, farinhas, mel, óleos, além de outros ingredientes, que de acordo com os preceitos dos cultos resultarão em alimentos desejados e do agrado do “santo”. Há muita influência da cultura regional na culinária e modo de preparar os alimentos para os Orixás, nos terreiros de Xangô, no candomblé e outras formas.

Na Bahia, há uma expressiva culinária votiva com um cardápio bem diversificado e a presença de fortes elos africanistas nos nomes dos pratos, condimentos e produtos utilizados.

Em São Luís, no Maranhão, são preparados os aluás de milho, com pão e vinagre, servidos em grandes cuias ao gosto dos Voduns, assim como os abobós, milho cozido e pequenos acarajés, diferentes dos baianos.
Nos terreiros de Xangô, em Pernambuco, Alagoas e Sergipe, há um grande uso de ervas e favas, também utilizados nos catimbós.

As iabassês ou cozinheiras dos terreiros são mulheres que se dedicam com votos religiosos ao preparo dos alimentos rituais. Conhecem os segredos e o que é preciso para agradar, aplacar, invocar ou cultuar os deuses africanos. Devem atuar na cozinha como em um santuário. Os alimentos que não fazem parte do cardápio ritual não podem ficar no mesmo local, devendo ser preparados em outro local, assim como, por tradição, os homens não devem frequentar a cozinha sagrada.

Os preparos dos alimentos para as divindades têm tradicionalmente um cozimento demorado, levando às vezes noites inteiras. Também, dependendo do prato, devem ser levados em conta o dia da semana e palavras mágicas. 

Segundo o antropólogo Raul Lody (1979, p. 32) há diversos tabus e injunções na alimentação dos deuses e das pessoas:

As iniciadas de Iansã não podem comer caranguejo ou abóbora. As pessoas que têm Oxum como orixá principal não devem comer peixes sem escama, principalmente o tubarão. Os iniciados de Omolu não podem comer siri. Os adeptos de Xangô, em sua maioria, não comem carneiro e caranguejo, e os iniciados da Nação Gege Mahino têm a proibição de consumir carne de porco, também não constando de nenhum cardápio sagrado dessa Nação.
Há um íntimo relacionamento entre os animais e os deuses africanos. O sangue deles os alimenta e reforça seus poderes no campo religioso. Por isso, os animais escolhidos para serem sacrificados e servir de alimento sagrado têm profunda identificação com a divindade a quem a comida será oferecida. Para cada divindade há uma série de animais votivos, que além de estar em perfeitas condições de saúde, são escolhidos pela raça, cor e sexo (LODY, 1979, p. 62-63):

EXU – galo e bode pretos.

OGUM – bode de várias cores, galo vermelho e de outras cores, conquém (galinha d’Angola, “tô-fraco”).
OXOSSI – boi, bode de várias cores, galo e qualquer tipo de caça.

ALIMENTOS SAGRADOS - MATRIZ OCIDENTAL

As atividades desenvolvidas aqui fazem parte do conteúdo Símbolos Religiosos: naturais e construídos e alimentos sagrados, com  os objetivos:

Reconhecer a existência dos alimentos sagrados nas organizações religiosas:

Iniciamos as nossas atividades após lembrarmos dos símbolos religiosos naturais e construídos, como a cruz, o maracá, a flor de lótus e os atabaques.

Os estudantes receberam as atividades e juntamente fomos completando e conversando sobre os mesmos a medida que os/as estudantes iam reconhecendo o que faz parte da sua prática religiosa.






Cada alimento aos ser completado no texto era explicado e a Festa da Páscoa e do Natal foi lembrada pelos estudantes pois alguns símbolos fazem parte destas festividades que por eles é comemorada.

ALIMENTOS SAGRADOS - MATRIZ INDÍGENA

As atividades desenvolvidas aqui fazem parte do conteúdo Símbolos Religiosos: naturais e construídos e alimentos sagrados, com  os objetivos:

Reconhecer a existência dos alimentos sagrados nas organizações religiosas:


Iniciamos as nossas atividades após lembrarmos dos símbolos religiosos naturais e construídos, como a cruz, o maracá, a flor de lótus e os atabaques.

Iniciei a aula perguntando:

Alguém já comeu mandioca?
Vocês comeram ela cru? cozida? Frita?
Como e onde ela nasce?
Vocês conhecem o mito desta planta?

Todos ficaram curiosos pois, estranharam eu estar fazendo essas perguntas, então entreguei o mito em forma de história me quadrinhos.



Levamos duas aulas para realizar a leitura e a pintura do mito.

Logo após cada uma ganhou a palavra MANDIOCA separada em sílabas e misturadas para que ordenassem e colassem em seu caderno.

Lembrando sempre que a planta é um alimento sagrados para um determinado povo indígena.


Após esta atividade já deixei o gostinho de quero mais dizendo que na próxima aula aprenderíamos sobre um alimento muito gostoso que pula na panela, você sabe qual é?


Como curiosidade trouxe para os estudantes o seguinte texto:

O povo ÍNDIOS MUNDURUCU, DO PARÁ, ACREDITA QUE OS ESPÍRITOS DE SEUS ANTEPASSADOS APARECEM NA CASA ONDE GUARDAM SUAS FLAUTAS SAGRADAS.
EM DETERMINADAS FESTAS, OS iNDígenas LEVAM MINGAU DE MANDIOCA PARA ESSA CASA, O QUE GARANTE A PROTEÇÃO DOS ESPÍRITOS PARA AS COLHEITAS.

ALIMENTOS SAGRADOS - MATRIZ AFRICANA

As atividades desenvolvidas aqui fazem parte do conteúdo Símbolos Religiosos: naturais e construídos e alimentos sagrados, com  os objetivos:

Reconhecer a existência dos alimentos sagrados nas organizações religiosas:

Iniciamos as nossas atividades após lembrarmos dos símbolos religiosos naturais e construídos, como a cruz, o maracá, a flor de lótus e os atabaques.

Antes propriamente dito, apresentar a matriz religiosa trabalhada, levei para sala de aula fogareiro, panela, sal, azeite e milho pipoca. 
Os estudantes vendo tudo aquilo ficaram surpresos e perguntaram o que íamos fazer naquela aula. 

Então mostrando os ingredientes deduziram: PI PO CA !!!!!

Bom para realizarmos a atividade conversamos sobre como fazer este alimento e copiamos a receita no caderno.


Saboreamos este delicioso alimento, alguns estudantes perguntaram se enquanto comíamos ele era sagrado, e eu falei que não.  Para ele se tornar Sagrado era necessário realizar um ritual e fazer parde de uma festa.






Depois de provarmos e saboreamos a pipoca, entreguei o seguinte texto para ser colado no caderno:



Após saberem que a pipoca é Sagrada nas festas de Obaluaiê/Omolu, ganharam papel crepon para confeccionarem as pipocas e colaram nos alguidar de Obaluaiê/Omolu.







Conversamos sobre o alimento, para quem ele é Sagrado?

É Sagrado para os adeptos do Candomblé e da Umabanda, eles realizam banhos de pipoca pois, acreditam que com isso as doenças vão embora.



ERVA-MATE - MITO INDÍGENA - 1° ANO e 2° ANO

Esta é uma atividade que realizei com os alunos do 1° ano este ano.

Os alunos ganharam a lenda da erva-mate para colar no caderno.





Conversar com os alunos sobre o mito  lido, solicitar que os alunos façam a ilustração em seu caderno
.
Questionamentos que podem ser realizados oralmente:
- O que levou a jovem Yari a não aceitar a oferta do mensageiro?
- O que fez o velho indígena?
- Como se sentia a filha com está situação?
- O mito termina dizendo que a tribo se habituou a beber erva-mate todos juntos. Qual é o sentido religioso que se pode estabelecer a partir dessa prática?
Após a ilustração  colar o seguinte textinho no caderno seguinte:


Após a leitura, mostrar aos alunos a árvore da erva-mate e pedir para que montem a sua árvore:



Em seguida dar uma parte da erva-mate para que os alunos possam montar e colar no caderno:



Em outro momento apresentei estas imagens dos alimentos sagrados de outras organizações religiosas e então conversamos sobre quais alimentos apareciam e a qual tradição religiosa pertenciam.

FONTE: Revista Diálogo

FONTE: Revista Diálogo

FONTE Revista Diálogo

FONTE: Revista Diálogo

Analisamos as imagens que foram apresentadas e cada aluno levou para casa a seguinte lição de casa:



Após a pesquisa realizada formamos um grupo em sala de aula e conversamos sobre os alimentos utilizados na organização religiosa de cada aluno.




E para finalizar os alunos receberam a imagem de Buda e ilustraram com os alimentos que foram oferecidos a ele.



E para mostrar, esse foi o resultado das nossas atividades: