Neste blog você irá encontrar sugestões de atividades, atividades já realizadas, informações sobre o Ensino Religioso no estado do Paraná e principalmente em Curitiba. Trabalhar com a diversidade religiosa em sala de aula é algo extremamente rico pois, é na diversidade que aprendemos a respeitar o outro.


26 de abril de 2016

IDENTIDÁFRICA


Você procura material para ampliar seus conhecimentos?
Neste site tem muito material para lhe auxiliar e o melhor é o download é gratuito...
Vale muito a pena acessar.
Conteúdo como máscaras africanas, mitos africanos e indígenas, artigos, literatura afro e literatura indígena.

confira, tenho certeza que você irá se deliciar com tanta informação e suas aulas ficarão melhores ainda!!!

Clique na imagem e será direcionado para a página:



18 de abril de 2016

2º ANO - RITOS E RITUAIS DE PASSAGEM INDIGENA

Após realizarmos as atividades sobre o casamento budista, conhecemos a a Festa do rito da Tucandeira.

Conteúdo: Ritos e rituais de passagem.
                  Festas religiosas.

Objetivo: Reconhecer a importância de diferentes ritos e rituais de passagem.
               Reconhecer algumas festas populares religiosas do contexto onde vive.

Critério de avaliação: Reconhece a importância de diferentes ritos e rituais de passagem.
                                   Descreve algumas festas populares religiosas do contexto onde vive.

Os alunos assistiram ao vídeo deste Rito:


Texto informativo sobre este Rito, ver postagem: Rito da Tucandeira, lá o rito poderá ser bem explorado pela professora.

Conversamos que este povo, Sataré Mawê costuma através deste mostrar como meninos passam a ser considerados guerreiros, homens e que a partir deste momento já estão prontos para se casar.  

Para realizar a atividade os alunos receberam algumas formiguinhas para pintar.




Após pintar a Tucandeira, cada um colocou a sua formiguinha na luva feita de papel kraft. Pedi para que os alunos cuidassem pois a Tucandeira de cada um estava adormecida pois tinha sido colocada num preparado com ervas. 

Veja como ficou:


















Nosso trabalho de formiguinha em formiguinha foi ficou assim...




OBS: Não consegui virar as fotos.

OPY - LUGAR SAGRADO 1º ANO

Atividade realizada com a turma do 1º ano.
Conteúdo: Lugar Sagrado natural e construído

Objetivo: Conhecer alguns Lugares Sagrados existentes no contexto em que vive.
Critérios de avaliação: Aponta alguns Lugares Sagrados existentes no contexto onde vive.

Iniciamos a atividade com a apresentação do Lugar Sagrado dos indígenas Guarani.



Mostrei e questionei os estudantes:

- O que vocês estão vendo?
- Já viram esta construção em algum lugar?
- É possível saber o nome?
- Onde vocês acham que está localizada esta Opy?
- Será que é um lugar para morar?
- O que vocês acham que acontece lá?
- Que pessoas aparecem lá?
- De que material é feita esta Opy?

Após conversarmos sobre estes questionamentos, iniciamos nossa atividade.

Os alunos receberam tiras de papel kraft e montamos em duplas a Opy. 








Depois de confeccionadas as Opy's fizemos um lindo cartaz mostrando que os povos indígenas têm o seu lugar para manifestar a sua religiosidade.




OBS: não consegui virar as imagens.

17 de abril de 2016

HABITAÇÃO, ROUPA E CASAMENTO INDÍGENA

Habitação Indígena

Oca – É uma larga cabana criada com troncos de árvore, coberta por palha ou tronco de palmeira, podendo ser habitada por várias famílias de mesma tribo. É uma habitação comum, principalmente para os tupi-guarani;
Taba – É menor que a oca e de origem tupi-guarani. O termo Taba é muito usado entre os índios da Amazônia;
Maloca – Conjunto de várias habitações indígenas da mesma tribo. O nome também é usado para nomear uma aldeia;
Tapera – Do tupi, “aldeia extinta” é um conjunto de habitações abandonada e ocupada por mato;
Opy – Casa onde são realizados festas e rituais religiosos, um local de reza para os índios.
No Paraná, os povos da família linguística Jê, em sua maioria, vivem em aldeias circulares. As cabanas se localizam nos fundos do grande círculo e no centro ha um espaço usado para realizar os rituais, atividades políticas e onde está localizada a Casa dos Homens (casa onde somente os homens se reunem para a realização de rituais).
Os Gavião Parkatêjê, em uma de suas aldeias de nome Kaikotore possuem 33 casas de alvenaria em um círculo de 200 m de diâmetro, ao redor e na frente delas, existe um largo caminho e vários caminhos entre as casas que conduzem ao centro para realizar todas as atividades cerimoniais da tribo. Os índios da floresta, que vivem na região da bacia do alto rio Negro moram em malocas, onde além de moradias comunitárias realizam muitas cerimônia.
Um traço característico em muitas aldeias indígenas é a formação de um círculo com as ocas. Porém, isto varia porque cada grupo tem uma maneira de organizar as suas habitações de acordo com seu estilo de vida. Constrõem casas circulares, ovais, pentagonais e também, em contato com o homem branco criam casas semelhante aquelas do interior de cidades pequenas.
Vestimentas Indígenas
Na época do descobrimento os índios brasileiros não usavam roupas. Segundo as descrições de Pero Vaz de Caminha podemos constatar isso:
“Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos ”.
Já os índios americanos vestiam roupas próprias para o frio daquela região. Mas hoje com a influência dos não-índios, podemos encontrar em muitas aldeias, índios com roupas, portando equipamentos eletrônicos e até mesmo assistindo futebol em uma pequena televisão.
Embora isso ocorra, a maioria ainda costuma produzir seus próprios acessórios e vestimentas, que geralmente estão associadas as mudanças climáticas, aos seus rituais e de acordo com as observações que fazem da natureza, ou seja, usar roupa para eles não é uma questão moral, mas de acordo com suas crenças.
Um bom exemplo disso são os índios da tribo Tukuna, que estão praticamente extintos. Quando as correntes de frio provindas dos Andes cercam a região, eles tem o constume de usar o “cushmã”, uma espécie de bata confeccionada por índias tecelãs.
Casamento entre Indígenas
A maioria dos relacionamentos que relata-se aqui são das tribos existentes no Brasil na época de Cabral. Muitos grupos se subdividiam como Jê, Tupi e Guarani e por esse motivo os costumes relacionados aos casamentos das tribos indígenas brasileira podem variar:
·         Os índios casavam-se entre primos e era preferível ter filhas ao invés de filhos. As filhas em determinadas tribos eram mais valorizadas por que quanto maior o número de mulheres, maior era a importância das famílias nas tribos.
·         O genro vinha morar com o sogro e a cada grupo de famílias juntas maior era o poder familiar e mais fácil era a produção. Sendo monogâmicos ou poligâmicos, não só podiam casar com uma, mas com muitas mulheres. Porém cada uma cuidava de sua alimentação dentro da oca e cada mulher possuía sua plantação.
·         Na maioria das tribos, quem tinha autoridade para mandar nas outras esposas e nos filhos delas era sempre a esposa mais velha. Elas tinham um importante espaço na sociedade e podiam dar conselhos , e ainda eram elas que decidiam, muitas vezes, assuntos de interesse geral.
·         Na festa de casamento era costume, o homem, obedecer o sogro e ser virgem, já a mulher não tinha a obrigação de ser virgem. Elas casavam aos 14 anos de idade.
·         A esposa que dormia com o índio na rede tinha que no dia seguinte preparar o alimento para ele, sendo permitido que ele mudasse de mulher se quisesse. Se a mulher deixada fosse jovem ela poderia arrumar outro marido, caso contrário, o ex-marido que deveria cuidar dela se estivesse velha. As mulheres também podiam mudar de marido.
·         Nas tribos tupis do sul: A virgindade da mulher era valorizada e funcionava como um elo simbólico. Havia mulheres que não queriam se casar e estas eram respeitadas pelos homens.
·         Em determinadas tribos, mulheres praticavam atividades masculinas, como a pesca, o arco e flecha, a caça e não eram discriminadas por isso. Da mesma forma haviam homens que também tomava a mesma atitude: não se casar e executar atividades femininas.
·         Já a homossexualidade era tratada de forma comum e entre os homens era normal ter relações com os cunhados antes do casamento com a irmã.
·         Muitas tribos entendiam que a mulher era responsável apenas por emprestar o seu corpo para a fecundação da semente masculina, a criança não tinha a ver com a mãe. E se uma índia raptada engravidasse e voltasse para a sua tribo quando a criança nascesse, ela era morta e comida para pagar o insulto ao índio que a raptou.
·         No momento em que a criança nascia, sua mãe iria tomar banho no rio três vezes, após isso voltava as suas atividades normais na tribo. Já o pai ficava com a criança e guardava o resguardo e dieta pós-parto (eles acreditavam que após o nascimento uma força saia do pai para a criança e era uma forma do pai assumir a criança como sua).
Veja abaixo alguns costumes e hábitos das tribos brasileiras:



http://indios-brasileiros.info/pensamento-de-tribo/habitacao-roupa-e-casamento.html

11 de abril de 2016

RITO DA TUCANDEIRA

Dentre os rituais indígenas, o que mais se destaca é o ritual da Tucandeira na tribo sateré-mawé. Este evento é realizado como forma de iniciação masculina. 
O índio sateré-mawé, para provar sua força, coragem e resistência à dor, deve se deixar ferrar no mínimo 20 vezes, colocando as mãos dentro da luva da tucandeira (saaripé). As tucandeiras são formigas grandes com ferrão muito dolorido que, na véspera do ritual, são capturadas vivas e conservadas num bambu.
Os meninos levantam cedo para terem seus braços pintados com o preto do jenipapo feito por suas mães; em seguida, com um dente de paca, elas começam a riscar a pele dos meninos até sangrar. 
A luva é feita de palha pelos padrinhos, que são os tios maternos. 
No dia da cerimônia, pela manhã, são colocadas em uma bacia com tintura de folha de cajueiro, que tem efeito anestesiante, e meio adormecidas, as tucandeiras são postas na luva, com a cabeça para fora e o ferrão para dentro, na parte interna do saaripé.
Não há um período certo para a realização do ritual: é organizado conforme a vontade de quem deseja ser iniciado.
O evento envolve cantos e danças onde as mulheres, sobretudo as solteiras, que buscam maridos fortes e corajosos, podem entrar na fila da dança junto com outros homens. 
Dentre os rituais indígenas, o que mais se destaca é o ritual da Tucandeira na tribo sateré-mawé. Este evento é realizado como forma de iniciação masculina. 
O índio sateré-mawé, para provar sua força, coragem e resistência à dor, deve se deixar ferrar no mínimo 20 vezes, colocando as mãos dentro da luva da tucandeira (saaripé). As tucandeiras são formigas grandes com ferrão muito dolorido que, na véspera do ritual, são capturadas vivas e conservadas num bambu.
Os meninos levantam cedo para terem seus braços pintados com o preto do jenipapo feito por suas mães; em seguida, com um dente de paca, elas começam a riscar a pele dos meninos até sangrar. 
A luva é feita de palha pelos padrinhos, que são os tios maternos. 
No dia da cerimônia, pela manhã, são colocadas em uma bacia com tintura de folha de cajueiro, que tem efeito anestesiante, e meio adormecidas, as tucandeiras são postas na luva, com a cabeça para fora e o ferrão para dentro, na parte interna do saaripé.
Não há um período certo para a realização do ritual: é organizado conforme a vontade de quem deseja ser iniciado.


O evento envolve cantos e danças onde as mulheres, sobretudo as solteiras, que buscam maridos fortes e corajosos, podem entrar na fila da dança junto com outros homens. 

Assista ao vídeo:





Ao final, veja que lindo o depoimento do pequeno Sateré-mawé sobre este rito.

10 de abril de 2016

RITO DA MOÇA NOVA


Em algumas tribos considera-se que a puberdade um período muito perigoso, onde os jovens, se não forem bem orientados, podem ser influenciados por espíritos maléficos. Este ritual tem a finalidade de iniciar a menina-moça à vida adulta. A partir da primeira menstruação, toda a menina é conduzida para um local reservado, construído para este fim com esteiras ou cortinados, onde permanecerá, como se estivesse em um casulo, durante três meses.

Longe dos olhos do mundo e em total silêncio, a menina-moça estabelecerá contato apenas com a mãe e com a tia paterna durante esse período e deverá dedicar-se ao aprendizado dos afazeres femininos, como a fiação do algodão e o preparo de cestas, redes e esteiras.

O "casulo" é uma referência à borboleta em crisálida. A jovem, como a borboleta, quando sair de sua reclusão após três meses, será reintegrada na comunidade como "moça-nova", ou seja, uma mulher adulta.


A indiazinha sai da clausura com a sua pela clara devido a falta de sua exposição aos raios do Sol, e ao término da festa ritualística, que conta com presença de todos os integrantes da tribo, a moça estará apta para casar e tornar-se um membro ativo da comunidade.

Este ritual de passagem é realizado anualmente, e os preparativos para a grandiosa festa demora vários dias. Prepara-se trombetas, tambores, várias máscaras que representam os animais, tais como macacos, onças e veados, colares de penas coloridas e sementes, e outros enfeites para a menina-virgem. A
mandioca, o peixe e o "Pajauarú" (bebida derivada da fermentação da mandioca) são preparados com antecedência.

ONTEM MENINO, HOJE HOMEM. ALGUNS RITOS DO MUNDO

Em quase todas as culturas tradicionais, os ritos de passagem assinalam o fim da infância e o início da idade adulta. Mas nem todos esses ritos são indolores e isentos de perigo como os nossos bailes das debutantes, a primeira comunhão dos católicos ou o bar mitzva dos judeus. Existem aqueles que se lançam literalmente no vazio amarrados a um cipó nos tornozelos, e quem se deixa picar nas mãos por dezenas de formigas tropicais.

Luiz Pellegrini diz que, Ritos de passagem são celebrações que marcam mudanças de status de uma pessoa no seio de sua comunidade. Esses ritos podem ter caráter social, comunitário ou religioso, e marcam momentos importantes na vida dos indivíduos. Os mais comuns são os ligados a nascimentos, mortes, casamentos e formaturas. Em nossa sociedade, os ritos ligados a nascimentos, mortes e casamentos são praticamente monopolizados pelas religiões. Já as formaturas não costumam ser, em si, religiosas, mas frequentemente têm importantes momentos religiosos. O termo “rito de passagem” foi popularizado pelo antropólogo alemão Arnold van Gennep no início do século vinte.


Rito de iniciação de faquir indiano
Em todas as sociedades primitivas, determinados momentos na vida de seus membros eram marcados por cerimônias especiais, conhecidas como ritos de iniciação ou ritos de passagem. Essas cerimônias, mais do que representarem uma transição particular para o indivíduo, representava igualmente a sua progressiva aceitação e participação na sociedade na qual estava inserido, tendo, portanto, tanto cunho individual quanto coletivo.
Geralmente, a primeira dessas cerimônias era praticada dentro do próprio ambiente familiar, logo em seguida ao nascimento. Nesse rito, o recém-nascido era apresentado aos seus antecedentes diretos, e era reconhecido como sendo parte da linhagem ancestral. Seu nome , previamente escolhido, era então pronunciado para ele pela primeira vez, de forma solene. Alguns anos mais tarde, ao atingir a puberdade, o jovem passava por outra cerimônia.

Todos os anos os muçulmanos comemoram a festa do Ramadã, rito que assinala a passagem para um novo ciclo do tempo.
Para as mulheres, isso se dava geralmente no momento da primeira menstruação, marcando o fato que, entrando no seu período fértil, a garota estava apta a preparar-se para o casamento. Para os rapazes, a cerimônia geralmente se dava no momento em que ele fazia a caça e o abate do primeiro animal. Ambas ligadas, portanto, ao derramamento de sangue, tais ritos significavam a integração daquela pessoa como membro produtivo da tribo: ao derramar sangue para a preservação da comunidade (pela procriação ou pela alimentação), ela estava simbolicamente misturando o seu próprio sangue ao sangue do seu clã.
Na galeria abaixo apresentamos alguns ritos de passagem realmente incríveis – pelo menos para nos, ocidentais.

Picados pelas formigas. Ela é uma Paraponera clavata, que os indígenas da Amazônia chamam tocandira e os de língua inglesa bullet ant, ou formiga-projétil. É assim chamada porque a dor que provoca quando pica com suas potentes mandíbulas é comparável à de um tiro de revólver. Para entrar no mundo dos adultos, os adolescentes homens da tribo dos Sateré Mawé, que vivem na fronteira entre o Amazonas e o Pará, desafiam esse monstruoso inseto – uma das maiores formigas do mundo, chegando a 3 centímetros - enfiando as mãos no interior de um par de luvas (veja a foto) recheadas com dezenas de tocandiras. Os garotos têm que dançar com as mãos dentro da luva durante dez minutos. A dor pode durar até 24 horas e é tão intensa que o corpo sofre com convulsões. O mais inacreditável é que os homens da tribo repetem este ritual várias vezes durante a vida, para provar a sua masculinidade. E devem resistir sem gritar, sem chorar ou se lamentar durante pelo menos dez minutos!

Veneno sagrado. A tribo indígena dos Matis, que vivem na floresta amazônica brasileira, realiza quatro testes com os garotos, para que eles mostrem que podem participar das caçadas com os outros homens. Primeiro, os garotos recebem veneno diretamente nos olhos, para supostamente melhorar a sua visão e aguçar os sentidos. Depois, eles são espancados e recebem chicotadas, para depois receber a inoculação do veneno de um sapo venenoso da região. A tribo acredita que o poderoso veneno do animal aumenta a força e a resistência, o que só acontece depois que o participante do ritual sofre com fortes enjoos, vômitos e diarreia. Quando os garotos passam por esta terrível sequência de testes, são considerados aptos a participar das caçadas da tribo. Foto: Paulo Whitaker.

Sangue purificador. Para os Matausa, uma população do Arquipélago Papua Nova Guiné, o corpo da mulher não é puro e, de consequência, também os filhos que a mulher gera não são puros. Os jovens são purificados durante a adolescência (ou em alguns momentos importantes da vida, por exemplo pouco antes do casamento) com um ritual muito doloroso e violento: Eles inserem pela boca duas varetas e as fazem sair pelas narinas. O sangue e o muco que saem das feridas representam as impurezas que o menino recebeu da sua mãe, e que agora estão sendo expulsas.


O rito das debutantes. Pouca gente sabe disso, mas os tradicionais bailes de debutantes, quando as jovens moças são apresentadas à sociedade, são uma versão moderna de ritos iniciáticos muito antigos e comuns a várias culturas ao redor do mundo. Assinalam sempre o fim da infância e o início da idade adulta, como nesta foto em que debutantes inglesas chegam para o seu grande baile.


Festa da menina moça. Esta festa de iniciação é realizada pela tribo Tikuna, que vive na região norte da Amazônia. As garotas começam a participar da iniciação quando menstruam, e ficam durante 4 a 12 semanas em reclusão em um local construído na casa da família com este único propósito. Durante este período, acredita-se que a menina está no submundo, correndo perigo na presença de um demônio conhecido como Noo. Ao final do ritual, outras pessoas utilizam máscaras e se tornam reencarnações do demônio, e a garota fica durante dois dias com o corpo pintado de preto para se proteger do Noo. Na manhã do terceiro dia, ela pode sair da reclusão, e é levada por parentes para as festividades, em que dançam até o amanhecer. Neste momento, a garota recebe uma lança de fogo e deve jogá-la sobre o demônio. Depois disso, a tribo considera que a mulher pode entrar para a vida adulta com segurança.

Creme de banana com vovó. Os Yanomamis, tribo que vive na Floresta Amazônica, não sepultam os próprios mortos. Eles os cremam e comem as suas cinzas misturadas a uma espécie de creme especial, feito à base de bananas amassadas. Na crença desses indígenas, esse ritual serve para liberar a alma do defunto e enviá-la ao mundo dos mortos. Foto: Odair Leal







Sepultura no céu. Algumas populações do Tibete não enterram ou cremam os seus mortos. Os cadáveres são transportados para o alto de montanhas com a ajuda de bois iaques, em longas procissões capitaneadas por monges budistas. Lá no alto, os corpos são desmembrados e oferecidos aos abutres, considerados como reencarnações de anjos.

Jantando com os mortos. Já os indígenas da tribo Toraja, uma população que vive nas montanhas da Indonésia, passam o ano inteiro com os próprios defuntos. No sentido literal da palavra. Depois de embalsamados com folmaldeído, os cadáveres permanecem na casa da família durante muitos anos. São simbolicamente nutridos, lavados e vestidos até que o processo de decomposição não esteja bem adiantado.

Passeando com os mortos. Algumas populações do Madagascar, na África Oriental, costumam exumar periodicamente os corpos dos próprios mortos para mudar o sudário funerário que os envolve. Os cadáveres, antes de serem novamente sepultados, são levados em procissão durante dois dias seguidos, durante os quais os familiares dançam, bebem muito álcool e fazem a festa. Esse rito, chamado Famadihana, é repetido enquanto perdurar na tribo a memória do defunto.