Neste blog você irá encontrar sugestões de atividades, atividades já realizadas, informações sobre o Ensino Religioso no estado do Paraná e principalmente em Curitiba. Trabalhar com a diversidade religiosa em sala de aula é algo extremamente rico pois, é na diversidade que aprendemos a respeitar o outro.


31 de janeiro de 2016

ENTRE O CÉU E A TERRA - PROGRAMA

Entre o céu e a terra pretende abrir um espaço plural de debate e reflexão sobre ideias e conceitos que permeiam a enorme gama de religiões e crenças presentes no Brasil.

Levando-se em conta a relevância do assunto para a construção de uma sociedade democrática, com respeito à diversidade e às diferenças, o programa também deverá pretende transmitir conhecimento sobre as diferentes religiões, suas vivências e manifestações.



Procure também pelos temas se assim preferir:

ENTRE O CÉU E A TERRA POR TEMAS

27 de janeiro de 2016

MITO DA CRIAÇÃO DO BEIJA-FLOR E OUTROS MITOS

Esta atividade foi realizada com os alunos do 4º ano, Inicialmente contei a eles o mito:



Conversamos sobre de que se trata este texto;
De que povo ele conta a história;
O que aconteceu com a Coacyaba;
Quem é Guanamby?
O que acontecia com cada pessoa que morria?
Como se sentiu a filha, após a morte da sua mãe?
Como mãe e filha se reencontraram?

Os estudantes questionaram sobre este mito ser ou não verdade, expliquei a eles que para este povo indígena, esta é uma explicação para o surgimento do beija-flor. Logo após os alunos sentiram necessidade de contar o que acontece com os seus entes queridos quando falecem e no que acreditam que acontece após a morte. 

Cada aluno ganhou uma flor, com uma imagem de uma indígena criança sem a expressão facial (boca) para completar no centro, um beija-flor, uma folha de papel sulfite para que fizessem o caule e as folha da planta.




Depois que cada um pintou os seus desenhos, recortaram e colaram no mural da escola, para ficar exposto, para que todos os estudantes, funcionários e professoras da escola pudessem conhecer um pouco mais sobre este mito indígena.








 Não coloquei mas a imagem da borboleta também pode ser explorada.

Vimos nesta aula e em outras desde o 1º ano que trabalho com esta turma, que a tradição indígena tem a natureza como o seu Sagrado.
Então entreguei solicitei aos estudantes que em grupo recriassem um Lugar Sagrado indígena. Cada grupo ganhou uma imagem de:
árvore; cachoeira, animal, corpos celestes, flor; depois pintaram, recortaram e montaram o Lugar Sagrado.








 Este material foi para a exposição na escola.

Em seguida conhecemos outras formas do povo indígena Guarani explicar a origem de alguns elementos.

Os textos trabalhados foram:


Mito da Criação - Tupã, com a ajuda da deusa Araci, haveria descido à terra em um monte da região do Aregúa (Paraguai) e deste local, haveria criado tudo que existe (mares, florestas, animais, etc) e colocado as estrelas no céu.

Mito dos Primeiros Humanos - Os primeiros humanos criados por Tupã teriam sido Rupave (O pai dos povos) e Sypave (a mãe dos povos) e estes teriam dado origem a um grande número de filhas e a três filhos, chamados Tumé Arandú (o sábio), Marangatu (o líder generoso) e Japeusá (mentiroso), este último era ladrão e trapaceiro e teria se suicidado, porém foi ressuscitado como um caranguejo, e deste então todos os caranguejos foram amaldiçoados para andar para trás como Japeusá.

 Mito da criação da Noite - Segundo esta lenda, nas aldeias de todo o mundo, era sempre dia, e os índios nunca paravam de caçar, e as mulheres de limpar e cozinhar. O sol ia do leste ao oeste e depois fazia o caminho contrário, do oeste ao leste, sempre sem nunca desaparecer. Um dia, porém, quando Tupã havia saído para caçar, um homem tocou no frágil Sol para saber como funciona, e o Sol se quebrou em mil pedaços. A partir de então, as trevas reinaram nas aldeias. Tupã, então, inconformado, recriou o Sol, mas este não voltava mais do oeste para o Leste, então Tupã criou a Lua e as estrelas para iluminar a noite

 Avati - É herói Guarani. Em uma época de grande fome, dois guerreiros procuravam algo o que comer quando depararam-se com um enviado de Nhandeiara - o grande espírito. Este disse-lhes que a solução para a sua procura inútil seria uma luta de morte entre os dois. O vencido seria sepultado no local em que caísse e logo do seu corpo brotaria uma planta cujas sementes, replantadas e depois comidas resolveriam para sempre o problema com alimentação. Assim fizeram. Avati, um dos dois, foi morto e de sua cova nasceu a planta de milho.



Vitória-régia (ou mumuru) – a estrela dos lagos Maraí era uma jovem e bela índia, que amava muito a natureza e tinha o hábito de contemplar chegada da Lua e das estrelas. Nasceu nela, então, um forte desejo de se tornar uma estrela. Perguntou ao pai como surgiam aqueles pontinhos brilhantes no céu e, com grande alegria, soube que Jacy, a Lua, ouvia os desejos das moças e, ao se esconder atrás das montanhas, transformava-as em estrelas. Muitos dias se passaram sem que a jovem realizasse seu sonho. Maraí resolveu, então, aguardar a chegada da Lua junto aos peixes do lago. Assim que ela apareceu, Maraí, encantada com sua imagem refletida na água, foi sendo atraída para dentro do lago, de onde nunca mais voltou. A pedido dos peixes, pássaros e outros animais, Maraí não foi levada para o céu. Jacy transformou-a em uma bela planta aquática, que recebeu o nome de vitória-régia (ou mumuru), a estrela dos lagos.

E trabalhando com os mesmos grupos que haviam realizado a atividade anterior, fizeram a leitura e dividiram as tarefas para confeccionar a maquete do mito escolhido. Um grupo não sabia o que outro grupo estava fazendo.




















ANIMAIS SAGRADOS - ELEFANTE

O elefante é considerado o símbolo da boa sorte, da sabedoria, da  persistência, da determinação, da solidariedade, da sociabilidade, da amizade, do companheirismo, da memória, da longevidade, do poder. Para tanto, o elefante apresenta muitas simbologias e dependendo da cultura em que está inserido pode representar significados opostos.
Interessante notar que tanto na Ásia como na África, o elefante representa o poder soberano. Dessa forma, na Ásia, o elefante é a montaria dos reis e simboliza o poder de reger, sendo a paz e a prosperidade efeitos desse poder estabelecido. Considerado o símbolo de estabilidade e imutabilidade, na ioga o elefante representa um dos chakras "muladhara", que corresponde ao elemento terra.

Simbologia Indiana

Na Índia e no Tibet os elefantes são venerados e considerados os animais "suporte do mundo" uma vez que para eles, o universo repousa no lombo de um elefante. Por isso, muitas vezes, é considerado um animal cósmico, visto que se assemelha à estrutura do cosmos, ou seja, quatro pilares sustentando uma esfera. Na Índia, o elefante também simboliza paciência, sabedoria, longevidade, prosperidade, poder e benevolência. 
Além disso, na religião budista, o elefante é um símbolo da encarnação de Buda, pois foi de um elefante que a rainha Maya concebeu Buda.
Na África, o elefante simboliza a força, a prosperidade, a longevidade e a sabedoria. As trombas ameaçadoras de um elefante em sonhos, podem ter um caráter sexual, pela razão de ter um aspecto fálico exprimindo, dessa forma, um conflito erótico. Além disso, frequentemente, os elefantes são considerados como sendo símbolo da castidade.

Hinduísmo

Na mitologia hindu, o elefante é a montaria de cada uma das deidades que presidem os oito pontos cardeais. Assim, nos mitos hindus, os primeiros elefantes do mundo possuíam asas e brincavam com as nuvens. O Deus Indra, considerado a divindade da chuva, das ventanias e dos elementos naturais, usava um elefante como montaria. Além disso, o Deus Krishna e a sua esposa Radha podiam se transformar em elefantes, representando dessa maneira, a corporeidade do amor divino.
Por outro lado, os ocidentais consideram o elefante como o animal que representa o peso, a lentidão e a falta de jeito. Em alguns lugares, quando posicionado acima de uma pilastra, o elefante evoca o "despertar".
Para os hindus, os elefantes são considerados animais sagrados, sendo que um dos deuses mais importantes é Ganesh, representada pela figura de um elefante e considerado o deus da ciência, do conhecimento, da beleza, da força, do equilíbrio, da superação e das letras.
Dessa forma, Ganesh, concebido pela rainha Maya, possui cabeça de elefante que representa o macrocosmo e corpo de homem, que representa o microcosmo. Nesse ínterim, o elefante é, paradoxalmente, ao mesmo tempo, o começo e o fim.

26 de janeiro de 2016

ANIMAIS SAGRADOS - O CORDEIRO JUDÁICO

 Originalmente, a Páscoa era dividida em duas Festas. Uma era a Festa Agrícola chamada «Festa do Pão Sem Fermento» heb Chag há-Matsót; a outra era uma Festa pastoral chamada «Festa do Cordeiro Pascal» heb Chag há-Pesah. Ambos os feriados se desenvolviam independentemente na época da primavera, durante o mês de Nisã (março/abril).

   Festa do Cordeiro Pascal é a Festa mais antiga das duas. Nos tempos em que a maioria dos judeus ainda era formada de pastores nômades no deserto, as famílias judaicas comemoravam a chegada da primavera oferecendo o sacrifício de um animal. Neste ponto da Bíblia Moisés pede a Faraó que deixe os filhos de Israel irem até o deserto para celebrarem uma Festa a Yahweh (Êx 5.1). Este episódio aconteceu o efetivo Êxodo dos judeus do Egito.
Este é o site que proclama a voz do Espírito Santo
   A Páscoa foi instituída na noite em que ocorreu o Êxodo do Egito. A primeira Páscoa (isto é, com um novo significado) foi celebrada na Lua Cheia, no final do dia 14 do mês de Abibe; aproximadamente no ano de 1445 a.C. Dali em diante deveria ser celebrada anualmente (Êx 12.14, 17-24). A Páscoa instituída por Yahweh no Egito foi acompanhada por leis que regiam a sua observância.
   Cada família devia escolher um cordeiro ou cabrito sem defeito, sem mácula, com a idade de «um ano». Tinha que ser o melhor cordeiro ou cabrito; o animal escolhido não podia ter defeitos. O fato de ter «um ano» de idade era requerido, tendo em vista a sua inocência, não podia ser um animal de qualquer idade (Êx 12.5). O cordeiro era levado para dentro de casa no dia 10 de Abibe, e mantido ali até o dia 14 do mesmo mês. Período, durante o qual era observado pela família que iria sacrificá-lo, caso não possuísse algum defeito o animal era então sacrificado (Êx 12.3, 6).
 
Além de uma escolha cuidadosa do animalzinho no campo, o tal ainda era tomado da sua mãe e, levado pela família que iria sacrificá-lo, para confirmar a sua escolha; não podia haver erro ou engano na escolha. - O cordeiro (ou cabrito) após ser imolado o seu sangue (não podia ser desperdiçado, tinha grande valor e significado para os israelitas) era aspergido com um molho de hissopo nas ombreiras (partes verticais da porta) e na verga da porta (parte horizontal sobre as ombreiras) da casa em que comeriam o cordeiro (Êx 12.7, 22). Observa-se; que o sangue não poderia ser aplicado em mais nenhum outro lugar, nem na soleira da porta, onde poderia ser pisado. O sangue nas ombreiras e na verga da porta era o sinal que identificava a casa dos hebreus dos egípcios. Pois, o Senhor Yahweh havia falado a Moisés, seu servo em Êxodo 12.12, 13; «E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até os animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou Yahweh. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito». À morte dos primogênitos era um desafio consumado em juízo sobre os falsos deuses egípcios. Porque quase todos os deuses do Egito eram semelhantes a algum animal, com feições humanas. Logo, a morte do primogênito de cada tipo de animal mostraria a falibilidade e a impotência das divindades pagãs que haveriam de protegê-los.
  O cordeiro (ou cabrito) era abatido, esfolado (isto é, tirava-se a pele), suas partes internas eram tiradas e assim eram limpas e depois recolocadas no lugar, daí então era assado inteiro, com a cabeça, as pernas e a fressura (Êx 12.9). O animal tinha que estar bem assado, nada cru, e sem que lhe quebrasse nenhum osso (Êx 12.46; Núm 9.12). Após a carne ser assada no fogo, era comida pela família com pães asmos e ervas amargas (alfaces bravas etc.), Êxodo 12.8. - A Ceia Pascal devia ser comida pelos membros de cada família. Se a família fosse pequena demais para comer o cordeiro, chamavam-se os seus vizinhos mais próximos até que houvesse número suficiente para comer o cordeiro todo naquela noite (Êx 12.4, 8). Quaisquer sobras de carne deviam ser queimadas antes do amanhecer (Êx 12.10).
   A Páscoa realizada no Egito, a cabeça da família foi o responsável para abater o cordeiro (ou cabrito) em cada casa, e todos deviam permanecer dentro da casa até o amanhecer para que não fossem mortos pelo anjo da punição e da destruição (Êx 12.22, 23). Os participantes comeram em pé, e com os lombos cingidos (vestidos), com o cajado na mão, com as sandálias nos pés, e que comessem apressadamente para que estivessem prontos para uma longa jornada. À meia-noite (como Deus havia dito a Moisés), todos os primogênitos dos egípcios foram mortos, mas o anjo passou por alto as casas em que o sangue havia sido aspergido (Êx 12.11, 23). Toda família egípcia em que havia um varão primogênito foi atingida, desde a casa do próprio Faraó até os primogênitos dos prisioneiros, e assim, o Senhor Yahweh executou o seu juízo sobre os egípcios. É importante sabermos que, as dez pragas lançadas sobre o Egito, mostraram ser um julgamento contra os deuses egípcios, especialmente a décima praga; a morte dos primogênitos (Êx 12.12). O carneiro era sagrado para o deus Rá, de modo que aspergir sangue do cordeiro pascal nos marcos das portas seria blasfêmia aos olhos dos egípcios. Além disso, o touro era sagrado, e a morte dos primogênitos dos touros seria um golpe no deus Osíris. O próprio Faraó era venerado como filho de Rá. Assim, a morte do primogênito do próprio Faraó mostraria a impotência tanto do deus Rá como de Faraó.
                                 Este é o site que proclama a voz do Espírito Santo
    Depois dos filhos de Israel terem se fixados na Terra Prometida, certas mudanças foram feitas e vários acréscimos vieram a existir na celebração da Páscoa. A Páscoa realizada no Egito foi uma Páscoa Histórica, e, está relacionada à décima praga e ao Êxodo de Israel do Egito (Êx 12). Naquela ocasião, os israelitas foram instruídos a aplicar o sangue de um cordeiro, ou de um cabrito, às ombreiras e à verga de suas portas, como sinal que lhe asseguraria segurança se ficassem em casa (Êx 12.22, 23). Quando os israelitas se instalaram na Terra Prometida não foi mais preciso aspergir o sangue, como da primeira Páscoa. Pois, as futuras Festas da Páscoa a serem realizadas depois do Êxodo, foram sacrifícios comemorativos sendo que o sacrifício inicial no Egito, foi um sacrifício eficaz. - Os israelitas também deixaram de comer a Ceia Pascal em pé, ou preparados para uma longa jornada, não mais precisavam ter pressa, pois, já estavam na Terra que o Deus lhes prometera. Na Páscoa inicial (no Egito), não houve tempo de fazer a Festa dos Pães Asmos, somente foi comunicada ao povo para que fosse observada quando houvesse entrado em Canaã (Êx 12.14-20). Vede ☞Festa dos Pães Asmos e o Vinho usado na ceia pascal
   Antes da construção do Templo em Jerusalém, em cada Páscoa os israelitas reuniam-se segundo suas famílias, sacrificavam um cordeiro, retiravam todo fermento de suas casas e comiam com pães asmos e ervas amargas (Núm 9.11). O chefe da casa recitava a história de como seus ancestrais experimentaram o êxodo milagroso na terra do Egito e sua libertação da escravidão sob Faraó. Assim, de geração em geração, o povo israelita relembrava a redenção divina e seu livramento do Egito (Êx 12.26). – Algumas outras afeições suplementaram a solenidade da Páscoa; de acordo com fontes judaicas tradicionais, empregavam «quatro» cálices de vinho misturado com água que a Lei não fala; cantavam os Salmos 113 a 118 (Isaías 30.29). Punham a mesa um prato de frutas desfeitas em vinagre, formando uma pasta, como recordação da argamassa que eles empregavam nos trabalhos do cativeiro egípcio.
   Depois da construção do Templo, Yahweh ordenou que a celebração da Páscoa e o sacrifício do cordeiro fossem realizados em Jerusalém (Deut 16.1-6). Faziam-se grandes preparativos em Jerusalém na época da Festa da Páscoa, visto que celebrar a Páscoa era um registro da Lei para todo varão israelita e não-israelita que estivesse circuncidado (Núm 9.9-14). Isto significava que muitas pessoas viajavam à Jerusalém com muitos dias de antecedência. Chegavam antes da Páscoa, a fim se purificarem cerimonialmente (João 11.55). Diz-se que com cerca de um mês de antecedência se enviava homens para reparar as pontes e colocar as estradas em boas condições para a jornada dos peregrinos a Jerusalém. Visto que o contato com um cadáver tornava a pessoa cerimonialmente impura, tomavam-se precauções especiais para proteger o viajante. Por ser costumeiro enterrar pessoa em campos abertos caso morressem ali, então os sepulcros eram caiados alguns dias de antecedência para serem claramente distinguíveis à distância (Mat 23.27). – Para os que vinham a Jerusalém a fim de celebrar a Páscoa, ofereciam-se acomodações nas casas. Em um lar oriental, podia-se dormir em todos os cômodos, e várias pessoas podiam ser alojadas em um só aposento. O teto plano da casa também podia ser usado. A maioria das casas dos judeus tinha salas no 1o andar, cujo acesso era permitido por meio de uma escada exterior. O comparecimento dos peregrinos era obrigatório somente à Ceia Pascal (Deut 16.7). Josefo informa-nos que até três milhões de pessoas podiam estar presentes em Jerusalém na Festa da Páscoa.
   Nota:  O grupo dos Salmos 113-118, Hallel (louvor). passou a ser conhecido como o Hallel Egípcio, devido à sua associação com o livramento de Israel da servidão egípcia. Esses Salmos eram usados por ocasião das três principais festividades (Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos), e por ocasião da dedicação do Templo. Por ocasião da Páscoa, eram entoados os Salmos 113 e 114, antes da refeição pascal, e os Salmos 115 a 118, após a mesma, conforme foi observado por Jesus e Seus discípulos, na última Ceia (Mat 26.30).

ANIMAIS SAGRADOS - JAPONESES








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ANIMAIS SAGRADOS - O CORDEIRO

Cordeiro de Deus ou em latim, Agnus Dei, é uma expressão utilizada no cristianismo para se referir a Jesus Cristo, identificado como o salvador da humanidade, ao ter sido sacrificado em resgate pelo pecado original. Na arte e na simbologia icônica cristã, é frequentemente representado por um cordeiro com uma cruz. A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de João, onde João Baptista diz de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo" (João, 1:29).


Os hebreus tinham o costume de matar um cordeiro em sacrifício a Deus, para remissão dos pecados. O sacrifício de animais era frequente entre vários grupos étnicos, em várias partes do mundo. Na Bíblia é referido, por exemplo, o caso de Abraão que, para provar a sua fé em Deus teria de sacrificar o seu único filho, imolando-o e queimando-o numa pira de lenha, como era costume para os sacrifícios de animais - o relato bíblico refere, contudo, que Deus não permitiu tal execução. A morte de Jesus Cristo, considerado pelos cristãos como filho unigênito de Deus, tornaria estes sacrifícios desnecessários, já que sendo considerado perfeito, não tendo pecado e tendo nascido de uma virgem por graça do Espírito Santo, semelhante a Adão antes do pecado original, seria o sacrifício supremo, interpretado como o maior ato de amor de Deus para com a humanidade.
A interpretação desta expressão varia, contudo, consoante as doutrinas.
Na liturgia católica e anglicana o Agnus Dei é recitado ou cantado durante o início a fração do pão eucarístico. Introduzida na missa pelo Papa Sérgio I (687-701) e baseada em João 1: 29, a forma latina (com tradução) é:

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Na música sacra, muitos compositores realizaram verdadeiras obras-primas para esta parte da missa.

Quando a missa é de réquiem, este trecho recita-se ou canta-se da seguinte forma:
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem.

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem sempiternam.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dá-lhes o descanso.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dá-lhes o descanso.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dá-lhes o descanso eterno.

Agnus Dei pode ser considerado também uma pequena peça, geralmente em metal dourado ou prateado, que costuma ser usada por católicos como sinal da proteção divina.


ANIMAIS SAGRADOS - ÁGUIA


ÁGUIA


Águias são consideradas um bom augúrio.

Elas representam a proteção, sabedoria, abundância, força, espiritualidade.

Muitos xamãs dizem que quando se está rezando ou fazendo cerimônias, e elas aparecem no ar, significa que as preces serão atendidas.

A Águia carrega nossas preces diretamente para o Grande Espírito.

Ela fala da energia e poder das Quatro Direções, do fluxo sagrado.

Ela fala da verdade que ecoa em nossos corações e espíritos.

E ela fala em andar na beleza.



A Águia é a mestra das alturas, ela mantém um perfeito equilíbrio entre a Terra e o Céu. Representa a energia solar.

É o equilíbrio de três energias: o Céu simboliza nossa natureza espiritual, a Terra nossa natureza física e o Sol energia de vida.

A águia guia e traz equilíbrio e harmonia entre essas três forças essenciais.

A Águia nos ajuda a ver acima da ignorância, ela é a conexão do Eu Inferior com o Eu Superior.

Os nativos norte-americanos dizem que ela voa perto do Sol, significando a iluminação do Grande Espírito.

Ela ensina a atacar com coragem o medo do novo, do desconhecido, para conhecer novos horizontes, a ir por níveis superiores de consciência.

É o simbolo da liberdade.

A Águia tem sido cultuada e reverenciada por muitos povos há milênios. É incontestável a força do seu simbolismo no inconsciente coletivo da humanidade. Curandeiros e xamãs usam suas penas como um importante instrumento de poder curativo.

Com os olhos da Águia podemos ver com a visão da luz solar clareando a verdade na escuridão da ilusão. Esta visão clara permite-nos ver à distância, para enxergar a nossa própria vida, livre de preconceitos e preocupações.

Permite-nos voar longe dos limites dos detalhes, focando as coisas mais importantes e, desenvolvendo nossos espíritos.

A Águia ensina a ampliar a percepção sobre nós mesmos além dos horizontes visíveis.