Neste blog você irá encontrar sugestões de atividades, atividades já realizadas, informações sobre o Ensino Religioso no estado do Paraná e principalmente em Curitiba. Trabalhar com a diversidade religiosa em sala de aula é algo extremamente rico pois, é na diversidade que aprendemos a respeitar o outro.


8 de fevereiro de 2017

CAPA DE CADERNO DE ENSINO RELIGIOSO 2017

Aqui vai a sugestão da abertura de caderno de Ensino Religioso para o ano de 2017.
Para este ao escolhi fazer a abertura um pouco diferente do que em anos anteriores, esta abertura será construída com os estudantes:

Entregarei para eles somente esta imagem:








Os estudantes irão pintar as letras que compõe a palavra, recortar em cima do pontilhado e colar na 1ª página do caderno, bem no meio da página do caderno.


E na próxima página irão colar o artigo 33 da LDB 9493/96.




Na 1ª página ainda, conforme o 1º mês de trabalho com os conteúdos irei consultar os estudantes e juntos vamos elencar símbolos que representem as 4 matrizes religiosas: indígena, ocidental, africana e oriental.

Para cada turma/ano o símbolo, que pode ser o próprio Símbolo da organização religiosa ou o Lugar Sagrado, uma imagem de uma Festa Religiosa, poderá ser desenhado ou a professora poderá entregar uma imagem já pronta para que os estudantes possam pintar. 
Para a construção desta abertura de caderno vale a criatividade do/a professora/a.
Logo postarei como ficou!!!!

Um bom retorno à todos e um excelente trabalho em 2017.

1 de janeiro de 2017

ANO NOVO: FESTA PAGÃ OU RELIGIOSA

O ano-novo do calendário gregoriano começa em 1 de janeiro (Dia do Ano Novo), assim como era no calendário romano. Existem inúmeros calendários que permanecem em uso em certas regiões do planeta e que calculam a data do ano-novo de forma diferente. A comemoração ocidental tem origem num decreto do imperador romano Júlio César, que fixou o 1 de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (sendo, portanto, bifronte) - uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). O povo romano era politeísta, ou seja, adorava vários deuses diferentes, e não existe nenhum relato de que o povo judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano-novo, nem que tampouco que os primeiros cristãos o tenham feito.
A ordem dos meses no calendário romano vai de janeiro a dezembro desde o rei Numa Pompilius em cerca de 700 a.C, de acordo com Plutarco e Macrobius. Foi só recentemente que o dia 1 de janeiro voltou a ser o primeiro dia do ano na cultura ocidental. Até 1751, por exemplo, na Inglaterra e no País de Gales (e em todos os domínios britânicos), o ano-novo começava em 25 de março.[4] Desde então, o 1º de janeiro tornou-se o primeiro dia do ano. Durante a Idade Média, vários outros dias foram diversas vezes considerados como o início do ano civil (1 de março, 25 de março, 1 de setembro, 25 de dezembro).
Em muitos países, como República Checa, Brasil, Espanha, Portugal, Itália e Reino Unido, o dia 1 de janeiro é um feriado nacional. (Para obter informações sobre a mudança do calendário Juliano para o calendário gregoriano e o efeito sobre a datação de eventos históricos, consulte o verbete Mudança para o calendário gregoriano)
Com a expansão da cultura ocidental para muitos outros lugares do mundo durante séculos recentes, o calendário gregoriano foi adotado por muitos outros países como o calendário oficial e a data de 1 de janeiro tornou-se global para se comemorar o ano-novo, mesmo em países com suas próprias celebrações em outros dias (como Israel, China e Índia). Na cultura da América Latina, há uma variedade de tradições e superstições em torno dessas datas como presságios para o próximo ano.

O Réveillon é a comemoração da passagem de ano do dia 31 de dezembro para o dia 01 de janeiro do ano seguinte. A palavra veio do francês e significa “despertar” ou “retomar”, em referência à nova etapa de uma vida que se inicia. Curiosamente, o termo era anteriormente empregado para nomear a noite da ceia de Natal e só posteriormente passou a designar a virada do ano.
A festa de Ano Novo já é uma tradição no Brasil e em boa parte do mundo, assumindo, em muitos casos, um caráter religioso cristão. No entanto, a origem do Réveillon é muito anterior ao cristianismo, sendo geralmente atribuída à Mesopotâmia, em 2000 a.C., em uma comemoração a algo como o “Festival de Ano Novo”. Persas, fenícios, assírios e gregos, desde tempos remotos, também realizavam as suas celebrações de passagem de ano.
Mas é claro que cada cultura e cada região comemora a sua passagem à sua maneira e em datas específicas. Os chineses, por exemplo, marcam o seu ano novo ao final de janeiro ou no início de fevereiro, enquanto os judeus comemoram no que é, para nós, final de setembro ou início de outubro. Já para os muçulmanos a passagem de ano é celebrada no mês de maio.

No Brasil, assim como na maior parte dos países de tradição ocidental, o Réveillon é comemorado no dia 1º de janeiro. Isso resulta de uma decisão do calendário romano, por volta de 743 a.C., que foi mantida pelo calendário juliano e preservada quando a Igreja Católica adotou oficialmente o calendário gregoriano já no século XVI.
Atualmente, o mais comum durante a comemoração do Ano Novo é o show de fogos de artifício, além das inúmeras tradições que variam de um país para outro. No Brasil, por exemplo, existem várias tradições herdadas das religiões de matriz africana e afro-brasileira, tais como o Candomblé e, principalmente, a Umbanda.
O culto à Iemanjá com oferendas ao mar é praticado até mesmo por pessoas que não fazem parte dessas religiões, tendo uma grande receptividade junto ao público católico. Outro hábito herdado dessas religiões é o ato de vestir-se de branco, uma superstição pela promoção da paz e, na origem, um hábito para reverenciar as cores do orixá Oxalá.

Uma das mais famosas festas de fogos de artifício é a de Copacabana, no Rio de Janeiro *
Para muitos, o Réveillon é um momento de renovação, de planejar ou de colocar em prática planos antigos. Assim, são várias as simpatias e superstições para que tudo ocorra bem, como comer lentilhas, pular sete ondas (o número sete também se relaciona a religiões e crenças), entre outros inúmeros hábitos. É claro que isso tudo se trata de simbolismos, sendo, portanto, práticas de manifestação cultural que revelam as relações de identidade das pessoas em relação à sociedade e ao espaço.

Ano Novo é uma data marcante em todas as civilizações que adotam um calendário anual. Esta festa é também conhecida como revéillon, expressão que nasce do termo francês réveiller, que tem o sentido de ‘despertar’.
No Ocidente este evento tem início quando o governador de Roma, Júlio César, através de um decreto, estabelece o dia 1º de Janeiro – este mês, curiosamente, tem origem no nome da divindade Jano, deus dos portões, a quem os romanos devotavam o dia fixado para esta celebração – como a data na qual deverão ocorrer as festividades que marcam a passagem do ano antigo que se vai para o novo ano que nasce.

https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1483295347308
Mas não é apenas no mundo ocidental que esta comemoração é realizada. A China, que serve de referência aos outros países do Oriente, apesar de contar com um calendário diferente do adotado no Ocidente, também festeja o Ano Novo, embora o princípio do ano chinês seja sempre solenizado em dias distintos do novo ano ocidental. Cada ano, entre os chineses, é associado a um animal diverso, dos doze que teriam pretensamente participado de uma festividade, ao lado de Buda. Grato pela atenção destes bichos, ele os teria convertido nos signos do zodíaco chinês.
De acordo com as narrativas correntes na China, os animais que integram a Astrologia Chinesa seriam, conforme a ordem cronológica com que atenderam ao chamado de Buda: o rato, búfalo, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, cabra, macaco, galo, cão e o javali. Assim, se um ano é, por exemplo, atribuído ao tigre, o período anual seguinte será dedicado ao coelho, e daí por diante. Este horóscopo tem como base um ciclo lunar que tem a duração de 60 anos, cada um deles governado por um animal. Não se sabe quando os chineses iniciaram a prática de festejar o Ano Novo, pois na China estas festividades são tão ancestrais, que se perdem na origem dos tempos.
No Porto, cidade portuguesa, a festa mais célebre é a que tem lugar na Avenida dos Aliados, ao longo da qual as pessoas se espraiam, com os olhos fixos no relógio postado na Câmara Municipal do Porto. Nesta comemoração fogos de artifícios cruzam os céus, em meio a shows populares. Já na Ilha da Madeira, o município de Funchal é o cenário da exibição pirotécnica mais famosa do Planeta, a qual consta inclusive no Guinness. Em Nova York a festividade mais intensa ocorre na Times Square, enquanto no Brasil a festa mais famosa ocorre em Copacabana, acompanhada de uma queima de fogos igualmente célebre, ao longo da Praia sempre lotada de turistas.
Na Escócia os habitantes adotam o antigo costume de serem os primeiros a por os pés sobre o território do vizinho, chamado de first footing, trocando entre si presentes de natureza simbólica, como biscoitos, por exemplo, para transmitir aos presenteados muita sorte no novo ano. Os espanhóis cultivam a tradição de ingerir doze uvas, uma para cada toque do relógio à meia-noite, anunciada pelo famoso relógio da Puerta del Sol, situado em Madri.
Entre os judeus é celebrado o Rosh Hashaná, que em hebraico significa ‘cabeça do ano’. Este evento recai sobre o primeiro dia do mês conhecido como Tishrei, mês que inicia o ano no calendário judaico adotado pelos rabis e o sétimo no calendário vigente na Bíblia. O Ano Novo judaico é conhecido, segundo a Torá, como o Dia da Aclamação, no qual Adão e Eva foram gerados pelo Criador, e posteriormente, na mesma data, cometeram o pretenso pecado capital, comendo do fruto da árvore do conhecimento.
Também neste mesmo dia Caim teria assassinado Abel, por esta razão ele é celebrado igualmente como Dia de Julgamento e Dia de Lembrança, dando origem a uma temporada de reflexão que tem a duração de dez dias, período este que desemboca no Yom Kipur, momento em que a Humanidade é julgada por Deus.












30 de dezembro de 2016

CAPA DE CADERNO DE ENSINO RELIGIOSO - 2014


Segue mais uma sugestão de abertura de caderno, esta é a que eu pretendo utilizar nos cadernos dos meus alunos.
Não esqueçam de também colocar e explicar a legislação que rege esta componente curricular.




Um Feliz Ano Novo e até 2014.

CAPA DE CADERNO DE ENSINO RELIGIOSO DE 2015

Este é mais um dos modelos de Capa de Caderno para colocar nos cadernos dos alunos: 
Não esqueçam de colocar o artigo 33 da LDB 9394/96.







CAPA DE CADERNO DE ENSINO RELIGIOSO

Olá, quando inicio o ano letivo tenho como prática fazer a abertura do caderno. Cada aluno (a) em minha escola possui um caderno de linguagem com 48 folhas que é solicitado na lista de material. Neste caderno ficará resgistrado todo o conteúdo trabalhado durante o ano. Claro que temos também muitas atividades que são realizadas em cartaz, desenhos para serem expostos e até mesmo na oralidade. Neste ano selecionei dois modelinhos de abertura e estou dividindo com vocês.

Nestas duas capas podemos trabalhar, no decorrer do ano letivo, o que cada símbolo significa e a qual religião ele pertence. As letras da palavra Ensino Religioso são vazadas para que os alunos possam pintar.

Também tenho o costume de solicitar aos alunos que colem o artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Converso com os alunos dizendo sobre o que esta lei se refere o porquê de termos as aulas de Ensino Religioso em nossa escola, município, estado e país.

 Espero que tenha contribuído com essas ideias pois, são práticas que eu utilizo no início de cada ano letivo.
Um bom trabalho a todos que iniciam 2013. 

22 de dezembro de 2016

PLANO CURRICULAR DE ENSINO RELIGIOSO

Muitas vezes nos perguntamos:

O que devo ensinar aos meus alunos nas aulas de Ensino Religioso?
Em que documentos devo me basear?
Como contemplar as quatro matrizes? (indígena, ocidental, africana e oriental)

Acredito que é um dos documentos mais atuais para o Ensino Religioso é o Currículo de Curitiba e o novo Plano Curricular, nele os conteúdos estão divididos por trimestre.

Neste plano os conteúdos estão organizados de acordo com a faixa etária do/a estudante e gradativamente  sendo expandido da vivência que o/a estudante tem em sua comunidade local para o Brasil e mundo.




Clique no link para acessa o: Plano Curricular de Ensino Religioso

3 de dezembro de 2016

A CRIAÇÃO E O FIM DO MUNDO EM DIVERSAS CULTURAS - JUDAÍSMO

No Judaísmo, o fim do mundo é chamado de acharit hayamim (fim dos dias). Eventos tumultuosos abalarão a velha ordem do mundo, criando uma nova ordem na qual Deus é universalmente reconhecido como a nova lei que organiza tudo e todos. Uma das sagas do Talmud diz “Deixe o fim dos dias chegar, mas eu não devo estar vivo para presenciá-lo”, porque os vivos na ocasião serão submetidos a tais conflitos e sofrimentos.
O Talmud, no folheto Avodah Zarah, página 9A, estabelece que o mundo como o conhecemos somente irá existir por seis mil anos.
O calendário judaico tem seu início determinado pela hipótese que o tempo começou na Criação do mundo por Deus, conforme relatado no Gênesis. Muitas pessoas (nomeadamente judeus conservadores e alguns cristãos) acreditam que os anos da Torah, ou Bíblia Judaica, devem ser considerados simbólicos. De acordo com antigos ensinamentos judaicos, atualmente ministrados por judeus ortodoxos, os anos relatados são consistentes com a passagem das eras, com 24 horas por dia e uma média de 365 dias por ano. Tal conclusão foi alcançada após realizarem-se as apropriadas calibrações, considerando a incongruência entre o calendário lunar e o calendário solar, já que o calendário judaico é baseado em ambos. O ano de 2006 equivale, assim, a 5766 anos desde a Criação, no calendário judaico. Portanto, de acordo com o cálculo, o fim do mundo, pelos preceitos judaicos, ocorrerá em 30 de setembro de 2239.
De acordo com essa tradição, o fim do mundo irá presenciar os seguintes eventos:
1.     Reunião dos judeus exilados na terra geográfica de Israel .
2.     Derrota de todos os inimigos de Israel.
3.     Construção do terceiro Templo de Jerusalém e a restauração dos sacrifícios e serviços nele.
4.     Revitalização dos mortos ou ressurreição.
5.     Naquele momento, o Messias judeu se tornará o monarca ungido de Israel. Ele dividirá as tribos de Israel nas porções de terra originais. Durante o período, Gogue, rei de Magogue, atacará Israel – desconhece-se quem é Gogue e qual é a nação Magogue. Magogue travará uma grande batalha, na qual muitos morrerão de ambos os lados. Mas Deus intervirá e salvará os judeus. Esta é a batalha designada como Armagedom. Deus, tendo eliminado este inimigo final para sempre, irá conseqüentemente banir todo mal da existência humana.
Depois do ano 6000 (no calendário judeu), o sétimo milênio será uma era de santidade, tranqüilidade, vida espiritual e paz mundial, conhecida como o Olam Haba (mundo futuro), durante o qual todas as pessoas conhecerão a Deus diretamente. A festividade judaica do Rosh Hashanah tem muitos aspectos em comum com a crença islâmica de Qiyamah.

No Judaísmo, contudo, o relato do fim dos dias é muito pouco claro, sem se referir a quando tais eventos ocorrerão. Por exemplo, não se esclarece com precisão se o fim dos dias irá ocorrer antes, durante ou depois do ano 6000. Muito depende da forma como se interpreta a lei judaica. Alguns também afirmam que estes eventos tumultuados trarão dificuldades espirituais, tais como a imortalidade.