Neste blog você irá encontrar sugestões de atividades, atividades já realizadas, informações sobre o Ensino Religioso no estado do Paraná e principalmente em Curitiba. Trabalhar com a diversidade religiosa em sala de aula é algo extremamente rico pois, é na diversidade que aprendemos a respeitar o outro.


26 de agosto de 2016

SÍMBOLOS

 Para realizar a atividade de símbolos iniciamos separando os símbolos religioso dos não religiosos.
Após esta separação cada um ganhou imagens de símbolos contemplando as 4 matrizes: indígena, ocidental, africana e oriental para pintar e colar no caderno.







MITO DA ERVA MATE


Um grupo de guerreiros de uma valente tribo estava reunido em torno de uma fogueira. De repente, surgiu uma discussão entre o jovem Piraúna, o maior nadador das redondezas, e o destemido Jaguaretê que, na guerra era tão feroz como a fera da qual tinha o nome.
Encolerizado, Jaguaretê. que bebera muito cauim, pegou o tacape e esmagou o crânio de Piraúna. Revoltados com a crueldade do seu companheiro, os outros guerreiros amarraram Jaguaretê no poste de torturas. Os parentes do morto tinham o direito de tirar a vida ao matador.
Contudo, o velho Cruaçu, pai de Piraúna, declarou que não queria o sangue de Jaguaretê, pois não fora êle que matara seu filho e sim’ Anhangá, o diabo, que fizera o índio beber demais e tirar a vida de Piraúna. Jaguaretê foi então desamarrado do poste. Devolveram suas armas e ele partiu, desaparecendo na floresta. Muitos anos depois, alguns jovens caçadores da tribo descobriram, no interior da mata, uma cabana isolada, onde vivia um homem forte e de cabelos brancos.
Recebendo os jovens caçadores com gestos de cortesia, o velho serviu-lhes uma bebida deliciosa, contou-lhes a sua história.
Era Jaguaretê, o índio expulso da tribo, de quem os moços tinham ouvido falar por seus pais.
Disse-lhes Jaguaretê que, na ocasião em que se internara na floresta virgem, caminhara dias e dias até cair, quase morto de fome e de cansaço. No lugar em que tombara, desfalecido, cresciam árvores que eram desconhecidas. Adormecendo, apareceu-lhe, em sonho, a formosa deusa Cáa-Iari, protetora dos ervais, que lhe ensinara a preparar, com as folhas daquelas árvores, uma bebida, a mesma que lhes servira.
Graças às propriedades maravilhosas dessa planta, que lhe restituíra as forças e lhe dera novas energias, Jaguaretê escapara da morte, conseguindo conservar-se vigoroso e sadio, durante o longo tempo em que viveu longe da sua querida tribo.
Eis porque o uso do "cáa", nome que os índios dão à erva-mate se tornou um hábito de todas as tribos que vivem nas regiões do Brasil onde existem ervais.

Fonte: http://www.consciencia.org/origem-da-erva-mate-mito-indigena


Após a leitura do mito os estudantes:




Ilustraram no caderno:



e ganharam a seguinte cena para pintar e colar no caderno:



LUGARES SAGRADOS


Certa vez, um professor perguntou aos alunos: "Quantas igrejas existem na rua da sua casa?" E as respostas variaram entre os números de zero a dez.


Na disciplina de Ensino Religioso estuda-se, entre outros temas, os lugares sagrados; e normalmente vem à mente igrejas e mais igrejas. No entanto, as igrejas não são as únicas representações de lugares sagrados. Existem vários outros lugares espalhados em nosso bairro, nossa cidade, nosso estado e nosso país. E tantos outros incontáveis lugares desconhecidos e/ou muito visitados no mundo.

Assim, um questionamento ainda continua em aberto: "Quantos são os lugares sagrados existentes no mundo? E quantos nós conhecemos?" 



Este conteúdo foi desenvolvidos com os estudantes que após conhecerem os Lugares Sagrados da comunidade, ganharam algumas imagens para montar, veja quais eram:




MODELOS DE MANDALAS PARA PINTAR

Mandala significa círculo em palavra sânscrito. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia, e universalmente a mandala é o símbolo da integração e da harmonia.
A mandala é uma espécie de yantra(instrumento, meio, emblema) que em diversas línguas da península indostânica significa círculo. Em rigor, mandalas são diagramas geométricos rituais: alguns deles correspondem concretamente a determinado atributo divino e outros são a manifestação de certa forma de encantamento (mantra).
A sua antiguidade remonta pelo menos ao século VIII a.C. e são usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação (sobretudo no Tibete e no budismo japonês).
Durante muito tempo, a mandala foi usada como expressão artística e religiosa, através de pinturas rupestres, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas thangkas tibetanas, nos rituais de cura e arte indígenas e na arte sacra de vários séculos.
No budismo, a mandala é um tipo de diagrama que simboliza uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade. Geralmente, as mandalas são pintadas como thangkas e representadas em madeira ou metal ou construídas com areia colorida sobre uma plataforma. Quando a mandala é feita com areia, logo após algumas cerimônias, a areia é jogada em um rio, para que as bênçãos se espalhem.
Carl Jung descreve as mandalas como quadros representativos ideais ou personificações ideais que se manifestam na psicoterapia, interpretando-as como símbolos da personalidade no processo da individualização.
Muitas pessoas fazem tatuagens de mandalas, sendo que diferentes mandalas têm diferentes padrões visuais que despertam sensações diferentes.












17 de agosto de 2016

ANIMAIS SAGRADOS - 5º ANO

Esta é uma sugestão de vídeo onde os estudantes poderão conhecer alguns dos animais sagrados de algumas organizações religiosas.
Vale a pena conferir com o Ensino Religioso contempla em seus conteúdos o trabalho com 4 as matrizes: indígena, ocidental, africana e oriental. A ou as que não forem contempladas deverão ser incluídas através do trabalho de pesquisa do professor ou dos estudantes.




MITO DE ORIGEM AFRICANA 2º ANO

Os estudantes conheceram como na mitologia africana se deu a criação do mundo.

Eles assistiram o seguinte vídeo:


Logo depois exploramos as seguintes imagens:



Logo após conversamos sobre o que o vídeo contou:
A criação do mundo visto de uma outra forma.
Apresentei a imagem de Oxum, conversamos sobre os elementos que aparecem e vimos que as águas do rio é onde a energia dela é predominante.

http://miripoll.blogspot.com.br/2013/03/oxum-crianca.html


Cada estudante ganhou a sua Oxum para pintar e colar no caderno:





Logo depois cada um ganhou um pequeno pedaço de TNT branco e fez as bordas de acordo com a sua criatividade.

Aí levaram para casa e cada um com a sua família fez a ilustração da criação do mundo segundo a sua crença religiosa ou naquilo que conhece. 






Montamos também um belíssimo cartaz onde as mãozinhas das crianças serviram para ser o corpo da galinha d'Angola. Veja como ficou:







10 de agosto de 2016

ALGUNS RITOS FÚNEBRES DE ALGUMAS ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS

Entre os pancararus, no Sertão pernambucano, o ritual de sepultamento tem a participação de entidades espirituais chamadas de encantados.

Foto: Rodrigo Lôbo/Acervo JC Imagem

A despedida a entes queridos é sempre dolorosa. Qualquer que seja a origem do morto e da família, todos esperam se despedir da melhor forma possível de quem foi tão importante em suas vidas. A cerimônia do adeus, porém, não tem o mesmo significado para todos os povos e religiões, que têm rituais e crenças diferentes. 
Segundo o professor colaborador do Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco (DAM/UFPE) Bartholomeu Figueirôa, o brasileiro criou uma cultura em relação à morte: "Roberto da Matta diz que a pessoa evita falar sobre a morte, mas cuida muito dos mortos. Eles são como agregados à família dos vivos". Conheça abaixo exemplos de despedida.

CANDOMBLÉ - Uma das religiões de matrizes africanas, o candomblé não vê a morte como o fim. De acordo com o babalorixá Marcos de Ossain, "é apenas a continuidade de um ciclo". "A pessoa deixa de ser a matéria, perde a matéria, para se tornar um espírito", explica. A crença da religião é de que, quando nasce, a pessoa é acolhida no Aiê (terra) por um orixá: "É ele quem vai guiar a pessoa, cuidar dela durante a vida, dar o caminho".
Quando a pessoa morre, é realizado um ritual pós-morte, chamado Axexê: "Ele ocorre em etapas; primeiro o corpo é preparado, em uma forma de liberar o espírito da matéria". Segundo Marcos de Ossain, a preparação é feita em uma casa de pai de santo, é sagrada e só conhecida pelos que praticam a religião. Após o desligamento, acontece o velório, no qual cânticos convidam os ancestrais para que eles recebam o novo Egum (espírito), e todos os espíritos são louvados. 
Depois do velório, o Ará (corpo) é sepultado. Após um ano da morte, é realizada a renovação da cerimônia, que ainda é repetida com três anos e depois sete. Em caso de morte de pai ou mãe de santo, a cerimônia de louvação dura sete dias após o sepultamento. Neste período, as pessoas se privam de prazeres; não consomem bebida alcoólica nem praticam relações sexuais. 

CATOLICISMO - Para a igreja católica, o Dia de Finados tem o significado de lembrar a memória das pessoas que faleceram. Neste dia, os fiéis visitam os cemitérios e realizam celebrações. De acordo com o padre Jacques Trudel, a igreja "reza para que Deus possa acolhê-los na misericórdia". o enterro é normalmente realizado nas 24h que sucedem a morte.
No velório e enterro, que costumam ser no mesmo momento, é celebrada uma missa de corpo presente, com a presença de velas, incenso, água benta e flores. "A incensação é um sinal de veneração, a água serve para lembrar do batismo, a vela representa a vida que vai se queimando, a luz é um sinal de Deus, e o crucifixo é para recordar que Cristo morreu por todos nós e é a luz da ressurreição", explica.
Outro símbolo da fé na igreja é o luto. Segundo o padre, antigamente as pessoas costumavam vestir roupas de cores simbólicas (normalmente preto) para demonstrar que tinham perdido um amigo ou familiar. "É importante para as pessoas que ficam viver o luto e permitir-se o luto, é um momento de partida e de entender que precisamos deixar o outro morrer para viver", explica.


Ritual de sepultamento na etnia pancararu, em Tacaratu
Foto: Rodrigo Lôbo/Acervo JC Imagem



INDÍGENAS - O ritual de despedida dos mortos entre os indígenas varia de acordo com a etnia ou tribo. Na aldeia Pancararu, em Tacaratu, município do Sertão de Pernambuco, distante 450 quilômetros do Recife, o ritual de sepultamento tem a participação de entidades espirituais chamadas de encantados (os praiás). Cobertos da cabeça aos pés, eles saem das matas tocando gaitas e balançando chocalhos. Fazem uma reverência na porta da casa onde o morto está sendo velado, antes de entrar. Dentro da casa, cantam e dançam em volta dos caixões. O praiás acompanham todo o cortejo fúnebre.

JUDAÍSMO - Para os judeus, a morte é uma passagem que representa uma herança que a pessoa deixou para a comunidade e sua família. "A vida, para os judeus, tem um sentido muito forte", diz a diretora científica e curadora do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco, Tânia Kaufman. Segundo ela, não existe céu nem inferno para a cultura do judaísmo.
Para o enterro de um ente judeu, o corpo é preparado e lavado por pessoas especializadas da comunidade, para que ele volte a ser como era quando nasceu, purificado. "A pessoa é vestida com uma túnica branca, independente se é rica ou pobre, e é realizado um velório. Fecha-se a tampa do caixão e ela é sepultada no cemitério judaico", explica Tânia. Antes do funeral, os membros da família do morto rasgam um pedaço de suas próprias roupas, como símbolo do luto. 
A simplicidade do enterro judeu deve-se ao conhecimento pela religião de que "a morte é democrática". No Recife, existem dois cemitérios judaicos: o Cemitério Israelita do Barro e um espaço no cemitério Parque das Flores, ambos localizados na Zona Oeste da capital pernambucana.

MAÇONARIA - Apesar de não ser uma religião, a maçonaria - sociedade secreta de homens - tem rituais próprios que são compartilhados entre as pessoas da ordem. "O sepultamento do irmão é feito de acordo com o desejo da família. Quando os irmãos participam, eles vão ao cemitério vestidos com o avental de maçônico - que varia conforme a ordem e o grau - e cada um deposita um ramo de acácia, que representa a imortalidade", informou a assessoria de imprensa do gabinete do Grão Mestre Daury Ximenes, do Grande Oriente de Pernambuco. O grupo também costuma rodear o caixão do irmão enquanto pede para que ele seja bem recebido na outra vida.
As pessoas que ingressam na maçonaria podem possuir crenças diferentes desde que acreditem em um "supremo arquiteto do universo", que pode ser Deus, Alá, entre outros. Com o mínimo de sete dias após a morte, é realizada a cerimônia das "pompas fúnebres", que é uma reunião feita na loja maçônica, especialmente para homenageá-lo. Essa cerimônia é aberta ao público e com a presença de familiares do morto. 

PROTESTANTISMO - Cerimônias fúnebres de protestantes se assemelham às católicas, em que o enterro é acompanhado por uma celebração religiosa (culto). Para eles, o céu e inferno existem, e o julgamento final acontece pela fé que o morto teve na palavra de Deus e pelo amor ao Senhor. Não se utilizam velas, apenas flores, nem há uso de crucifixo.