Neste blog você irá encontrar sugestões de atividades, atividades já realizadas, informações sobre o Ensino Religioso no estado do Paraná e principalmente em Curitiba. Trabalhar com a diversidade religiosa em sala de aula é algo extremamente rico pois, é na diversidade que aprendemos a respeitar o outro.


15 de setembro de 2017

SÍMBOLOS E SEUS SIGNIFICADOS - 2º ANO

Esses são alguns símbolos com seu significados que foram trabalhados com os estudantes:

1º a água de Iemanjá, toda a essência, energia de Iemanjá está nas águas do mar e tudo que nele tem;





2º é o pente do Siquismo, para os adeptos andar com o pente tem um significado todo especial.
Kanga ou kangha é um pequeno pente de madeira guardado pelos sikhs dentro da cabeleira em carrapito. Este pequeno pente é utilizado duas vezes por dia pelos sikhs para pentearem o seu cabelo, como sinal de limpeza, ordem e disciplina nas suas vidas.



3º a Rosa de Lutero tem seu significado exemplificado em cada elemento que a compõe.


  • Cruz (preta): no centro da rosa, lembra que Deus vem ao nosso encontro com o seu amor através de Jesus crucificado.
  • Coração (vermelho): significa que Cristo agiu na nossa vida através da cruz, e que ela recebe novo sentido, se Cristo for o seu centro.
  • Rosa (branca): significa que, quando a cruz de Cristo tem lugar em nossa vida, ocorre uma transformação que traz verdadeira paz e alegria. A cor branca representa o reino de Deus. Todas as promessas de Cristo também são representadas por essa cor branca.
  • Fundo (azul): Deus está conosco. Podemos viver com e para Deus, como sinais de seu reino, já aqui e agora. Mas a cor azul é também esperança no futuro, pois lembra a eternidade.
  • Anel (dourado): o ouro é o metal mais precioso. Este anel representa as dádivas que recebemos através da cruz e ressurreição de Jesus. A vida para a fé e o amor a serviço de Cristo é o que temos de mais precioso.

Cada estudante ganhou as partes do símbolo e depois que fomos conversando sobre cada parte montaram no caderno:




4º o cocar indígena, que foi construído com o contorno das mãos dos estudantes:







MITOLOGIA DA CRIAÇÃO DO POVO BANTO

Este é um mito que trabalhei em sala de aula  porém não tenho registro das atividades devido ao tempo que concluí o trabalho pois, tirei licença prêmio.

Trabalhei em forma de história em quadrinhos: Mitologia Africana - a criação do mundo segundo o Povo Banto


Bumba estava sozinho nas águas escuras do nada. desejava ter companhia, mas sem luz, não podia procurar por uma.



Certo dia sentiu uma dor de barriga e vomitou o Sol. De repente, havia luz em toda a parte.




Bumba vomitou depois as estrelas e a Lua, a noite também tinha luzes piscantes e suaves.


No dia seguinte, vomitou nove criaturas diferentes, incluindo a tartaruga, o leopardo, a águia, o besouro, o crocodilo e um peixe Yo.



Ele também criou o relâmpago e, finalmente vomitou homens.



As criaturas recriaram a sim próprias e também fizeram outros animais. Yo criou todos os peixes do mar, o besouro criou todos os insetos, o crocodilo todos os animais de pele fria.


Bumba estava preocupado com o raio. o raio era um encrenqueiro e ele teve que persegui-lo  e levá-lo de volta para o céu, embora ainda encontrasse chances de visitar a Terra, ocasionalmente quando não estava sendo esperado.



Quando a criação foi concluída, Bumba disfarçou-se de homem e viajou por todas as aldeias dizendo as pessoas como havia criado tudo no mundo, exceto a si mesmo.



Fonte: http://portugalparanormal.com/index.php/topic,23648.0.html

14 de setembro de 2017

LUGARES SAGRADOS NO BRASIL E NO MUNDO

Objetivos de aprendizagem: 
Conhecer alguns lugares sagrados e sua importância para as tradições religiosas do mundo.

Conteúdo:
Lugares Sagrados: – Lugares sagrados do mundo (naturais e construídos).

Critérios de ensino aprendizagem: 
Descreve alguns lugares sagrados e compreende sua importância para as organizações religiosas do mundo.
Objetivos: 
Reconhecer que as religiões do mundo possuem diferentes formas de organização.

Conteúdo:
Organizações religiosas: – organizações religiosas do mundo;

Critérios de ensino-aprendizagem:
Identifica e compreende as diferentes formas de organizações religiosas presentes no mundo.
Para trabalhar este conteúdo unimos os conteúdos Lugares Sagrados e Organizações Religiosas, sendo o primeiro no final do 1º trimestre e o 2º no início do segundo trimestre, conforme a orientação dos documentos da SME de Curitiba - Plano Curricular de Ensino Religioso.
Iniciamos fazendo uma pesquisa sobre o Rio Ganges, perguntei se os estudantes conheciam ou já tinham ouvido falar, logo em seguida assistimos um vídeo: 


Um passeio de barco para ver as cerimônias do amanhecer, depois o anoitecer no Ganges. Milhares de hindus são vistos descendo às águas sagradas do rio Ganges para as orações e rituais, uma das experiências mais extraordinárias da visita à Índia. Assistir ao vivo rito da cremação a uns 50 metros de distância e ver o jogar das cinzas nas águas do rio é chocante e ao mesmo tempo fascinante. A crença hindu à reencarnação e a certeza da purificação ajudam a minimizar a estranheza sentida por nós ocidentais. Em Varanasi, para os indianos e Benares para os ingleses - Índia
Gosto deste vídeo também:


Logo depois cada estudante tinha que fazer uma maquete com a família sobre o Rio Ganges.






Depois, reunidos em grupo iniciamos a construção das maquetes de vários Lugares Sagrados, como:

OPY

OPY

OPY

OPY

Utilizando revistas os estudantes tiveram que fazer rolinhos iguais a esses e depois começar a colar um próximo ao outro para daí iniciar o formato da OPY. Logo em seguida eles pintaram e colaram em uma base para fazer o Lugar Sagrado Indígena


O terceiro Lugar Sagrado confeccionado na escola foi o Jardim dos Orixás.  Visitei o Terreiro do Pai Maneco, para conhecer clique em cima do nome.

Vejas as fotos do Jardim dos Orixás, 

https://photos.app.goo.gl/0LNtPv5bHC4hm6g63 

Após visualizarem as imagens os estudantes tinham que trazer de casa os materiais que possivelmente utilizariam para confeccionar um jardim.

Colamos e pintamos as imagens dos orixás medindo 3 cm para compôr nosso jardim.












Nosso último Lugar Sagrado foram os Lugares Sagrados cristãos existentes na comunidade em que a escola está situada.
Para exemplificar esses lugares, trabalhamos dobradura.






Para finalizar nosso trabalho, realizamos uma exposição na escola:



















MITO DE IAPUNA - MATRIZ INDÍGENA

Mito do Povo Indígena Tupi 

Objetivos: Reconhecer alguns mitos e textos sagrados orais e escritos.
Conteúdo: Linguagens sagradas – textos orais e escritos: – mitos.
Critérios de ensino aprendizagem: Distingue alguns mitos orais e escritos.


Havia entre os indígenas Tupi uma linda jovem chamada Iapuna. À noite, quando as estrelas começavam a piscar no firmamento, sorrateiramente, saia da maloca das mulheres e buscava um pequeno promontório a cinco minutos de distância. E se entregava aos devaneios do céu estrelado.
Conversava com as estrelas. Parecia que levitava como uma nuvem. Um brilho estelar se refletia no rosto jambo. Mas, quando surgia a lua por trás das árvores sonolentas, ficava fascinada. Acompanhava a trajetória da rainha da noite até que seu fulgor apagasse o brilho das outras estrelas. Iapuna sentia a lua como amiga e confidente. Enchia-se de enternecimento pelo seu rosto suave e irradiante.
___ Como gostaria de acariciar esse rosto afável com minhas mãos! - suplicava aos espíritos benfazejos:
___ Espíritos de nossos grandes anciãos, deem-me asas para voar até a lua. Façam-me subir e subir para tocá-la carinhosamente. E nunca acontecia nada.
Mês a mês Iapuna ia até o montículo perto da maloca e se deixava enamorar pela lua. Suplicava aos anciãos mortos, espíritos familiares:
___ Queridos avós, façam que vire uma estrela para poder chegar até a lua e abraçá-la afetuosamente.
Por mais que prolongasse seus devaneios diante da lua e redobrasse as súplicas aos espíritos da tribo Tupi, nunca foi ouvida. Vez por outra enxugava uma lágrima furtiva de decepção, aproximou-se o mais silenciosamente que pôde. Parou, enamorada, contemplando a lua sem sequer piscar os olhos. As pequenas ondas faziam a lua estremecer e sorrir de contentamento.
Iapuna, enternecida, estendeu os braços para abraçá-la como quem vai se entregar ao bem-amado, ou carinhosamente segurar um recém-nascido.
Inclinou-se tanto que acabou caindo na água. Estava tão fascinada que se esqueceu de nadar e manteve os braços na forma do abraço.
Lentamente foi sumindo, embevecida, na água, sempre mais fundo e mais fundo, até deixar de respirar.
A lua, lá do alto, encheu-se de pena de Iapuna. E chorou de tristeza. Uma leve nuvem ofuscou por um momento seu brilho sereníssimo, como se o céu quisesse participar também de sua comoção. Emocionada, a lua novamente chorou.
Mas a lua, com o poder celeste que possui, transformou a linda menina Tupi numa flor magnífica, que se abre à noite e se fecha de manhã. Assim, ela pode acompanhar, enamorada, a lua em seu percurso noturno. A folha guardou a forma do abraço de Iapuna. E é tão forte que pode carregar alguém que pese até 45 quilos, que era o peso da menina, quando morreu de paixão. Sua membrana é ampla para acolher todo o esplendor da lua. Assim elas se contemplam, enamoradas, pelos tempos sem fim.
Os Tupi, que acompanharam o destino triste da triste menina, chamaram essa flor, que existe nos lagos remansos tranquilos, com o nome dela, Iapuna. Os braços que ainda guardam amor à natureza a chamaram, orgulhosamente, de Vitória-régia. e os cientistas, que tomam pouco a sério as histórias dos sábios indígenas, inventaram um nome artificial para ela e a denominaram de ninfeia. Mas ela,  na verdade, se chama Iapuna.
E nós, que não entendemos a bela língua tupi, nos contentamos com o sugestivo nome de vitória-régia, como homenagem a Iapuna.

Este mito foi contado com o auxílio de fantoches:


Iapuna, a lua e a Flor de Iapuna ( Vitória Régia)
Logo em seguida conversamos sobre o mito do Povo Tupi e claro que os estudantes queriam ver como é esta flor, será que ela existe de verdade? Cabe uma pessoa dentro dela mesmo? 

Apresentei algumas imagens da flor para que pudessem ver:





As crianças ficaram impressionadas. Após conhecerem este mito, ganharam massa de modelar para confeccionar a Flor de Iapuna.







Este foi o resultado da nossa aula, uma aula diferente.