Neste blog você irá encontrar sugestões de atividades, atividades já realizadas, informações sobre o Ensino Religioso no estado do Paraná e principalmente em Curitiba. Trabalhar com a diversidade religiosa em sala de aula é algo extremamente rico pois, é na diversidade que aprendemos a respeitar o outro.


11 de outubro de 2015

COACYABA, O PRIMEIRO BEIJA-FLOR

Os índios do Amazonas acreditam que as almas dos mortos transformam-se em borboletas. É por esse motivo que elas voam de flor em flor, alimentando-se e fortalecendo-se com o mais puro néctar, para suportarem a longa viagem até o céu.

 Coacyaba, uma bondosa índia, ficara viúva muito cedo, passando a viver exclusivamente para fazer feliz sua filhinha Guanamby. Todos os dias passeava com a menina pelas Campinas de flores, entre pássaros e borboletas. Dessa forma pretendia aliviar a falta que o esposo lhe fazia. Mesmo assim, angustiada, acabou por falecer.

Guanamby ficou só e seu único consolo era visitar o túmulo da mãe, implorando que esta também a levasse para o céu. De tanta tristeza e solidão, a criança foi enfraquecendo cada vez mais e também morreu. Entretanto, sua alma não se tornou borboleta, ficando aprisionada dentro de uma flor próxima à sepultura da mãe, para assim permanecer ao seu lado.

Enquanto isso, Coacyaba, em forma de borboleta, voava entre as flores, colhendo seu néctar. Ao aproximar-se da flor onde estava Guanamby, ouviu um choro triste, que logo reconheceu. Mas, como frágil borboleta, não teria forças para libertar a filhinha. Pediu, então, ao Deus Tupã que fizesse dela um pássaro veloz e ágil, que pudesse levar a filhas para o céu. Tupã atendeu ao seu pedido, transformando-a num beija-flor, podendo, assim, realizar o seu desejo.


Desde então, quando morre uma criança índia órfã de mãe, sua alma permanece guardada dentro de uma flor, esperando que a mãe, em forma de beija-flor, venha buscá-la, para juntas voarem para o céu, onde estarão eternamente.

- Conversamos sobre o mito. Muitos alunos perguntaram se este mito é verdade. Expliquei que para quem acredita, sim. Faz parte da história de um dos povos indígenas que vivem na Amazônia.

- Expliquei que este era um mito que explica o surgimento de algo, neste caso do beija-flor.

Os alunos ganharam um beija-flor,  uma folha de papel colorido para fazer a dobradura da flor. e desenharam a borboleta, depois colaram no caderno de Ensino Religioso.






Para que possamos realizar a interdisciplinariedade com a Língua Portuguesa (alfabetização) e para que os alunos  ampliem seus conhecimentos, realizaram a seguinte atividade:

Esta atividade mostrou que para o povo indígena a natureza como um todo é sagrada e que os símbolos estão presente em todo o lugar. Acreditam que tudo na natureza pode ser explicado como o povo indígena acredita que aconteceu. 

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