8 de outubro de 2017

RITOS E RITUAIS FÚNEBRES - 5º ANO

Já postei no blog como no Japão é realizado o rito fúnebre e mortuário veja o texto no seguinte endereço:


Contei aos estudantes a seguinte história:

Conta que Mokuen resolveu usar o seu poder para ver em qual plano astral encontrava-se o espírito de sua mãe, que havia morrido a pouco tempo. Como ela era uma pessoa muito bondosa, Mokuen imaginou que pudesse encontrá-la no Nirvana, mesmo local onde dizem ser a morada do Senhor Buda (o equivalente ao paraíso relatado na Bíblia Sagrada).
Entretanto, o monge ficou surpreso ao descobrir que sua mãe renascera na dimensão dos Gaki (demônios famintos). Os seres que habitam esse mundo são esfomeados e sofrem de eterna sede. Ao ver sua amada mãe naquela situação de penúria, Mokuen,  que possuía o poder de fazer viagem astral, levou comida para ela. Porém, um fato inesperado aconteceu e aumentou o sofrimento de Mokuen: cada vez que a mãe colocava um pouco de comida, o alimento se transformava em fogo e queimava sua boca.
Durante uma oração prolongada, Mokuen pediu ao sagrado Buda que ajudasse a aliviar a dor e o sofrimento de sua mãe. Buda, então, ouviu suas orações e aconselhou Mokuen para no dia 15 de julho, manter todos os monges da localidade enclausurados dentro de um grande mosteiro com o objetivo de que eles ficassem pelo menos por um dia sem pisar nos pequenos insetos e nas flores.
No dia combinado, Mokuen chamou todos os monges da região para o grande mosteiro, dizendo que lhes ofereceria um grande banquete em homenagem à sua falecida mãe. Foi feita tanta comida que os monges passaram o dia inteiro comendo, bebendo e cantando, e ninguém se lembrou de sair do mosteiro. Quando o dia terminou, o espírito da mãe de Mokuen apareceu para transformada em um ser do 6º Plano Astral. Ela estava iluminada e tão leve que chegava a flutuar.
Ao ver sua mãe iluminada e flutuando como um chouchin (lanterna de papel) ao vento, Mokuen ficou tão feliz que começou a dançar de alegria.
Os monges, que estavam alegres de tanto comer e beber, gostaram da dança de Mokuen e saíram dançando atrás dele, acabando por  formar uma grande roda que passou a simbolizar o círculo da felicidade. Assim surgiu o Bon Odori, como dança que faz homenagem ao espírito de pessoas falecidas.

Lemos o pequeno texto e confeccionamos um barco:



Vejam como ficaram os barcos confeccionados pelos estudantes:



Confeccionamos também lanternas, essas foram enviadas para casa para que juntamente com a família cada estudante pudesse representar de forma ilustrativa a história do Obon Odori.

RITOS E RITUAIS FÚNEBRES - 5º ANO

Iniciamos as atividade do conteúdo Ritos e Rituais Fúnebres com o seguinte vídeo:

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Logo apos conversamos que elementos aparecem no vídeo, como:

onde a menina estava?
o que ela estava fazendo?
o que aconteceu quando surgiu a flor?
para onde ela foi levada?
que lugar era aquele?
como eram as pessoas que la habitavam?
o que eles estavam fazendo?
o que continha nesta festa?
como é comemorada esta festa?
o que ou  quem eles estão homenageando?

Conversamos como o rito fúnebre é comemorado no México, com alegria. É realizado uma grande festa para lembrar dos que já se foram.

As respostas foram todas corretas, os estudantes falaram dos símbolos utilizados, dos alimentos, da música, da alegria em reencontrar seus entes queridos. 

Pesquisamos alguns dos símbolos utilizados e realizamos a nossa atividade com as imagens das caveiras. Cada estudantes ganhou um modelo de caveira para pintar, lembrando que as cores fortes são utilizadas.



Cada estudante ganhou uma imagem diferente.




https://br.pinterest.com/pin/126171227040708601/

Confeccionamos também flores de papel crepon, pois são utilizadas nestas festas e montamos nosso lindo cartaz para que a comunidade escolar pudessem conhecer um pouco do conteúdo trabalhado.




RITOS E RITUAIS DE PURIFICAÇÃO

defumação de ambientes é uma prática muito antiga, utilizada em diversas culturas e religiões como um recurso purificador de ambientes, sejam eles sagrados ou não. Na Umbanda a defumação acontece para purificar ambientes ou pessoas com energias negativas.

Para fazer uma defumação é necessário um turíbulo com brasas e ervas. Pode-se usar tanto ervas frescas quanto as secas, porém é necessário verificar a quantidade. Também pode-se usar resina, minerais muito poderosos e que auxiliam e muito na concentração das pessoas no ambiente, pois exalam melhor o cheiro da essência utilizada.


https://www.raizesespirituais.com.br/defumacao-incenso-e-simpatia-defumador-tablete-ambientes-diversos/

RITO CELEBRATIVO - MISSA

Missa, ou celebração da eucaristia, é a principal celebração religiosa da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa, também realizada, com algumas variáveis, nas tradições Reformadas, Anglicanas e Luteranas.
Para estas igrejas, a missa é o cumprimento do mandamento de Cristo de fazer o que Ele mesmo fez na Última Ceia e é o sacramento em que se recebe o Corpo e o Sangue de Cristo sob a matéria do pão e do vinho, atualizando, de acordo com a Igreja Católica Romana o supremo sacrifício de Cristo na cruz (o Mistério Pascal) e tornando assim presente a salvação, renovando a Santa Ceia ou comemorando um banquete festivo em memória da salvação efetuada por Cristo.



Aqui podemos elencar com os nossos estudantes quais são os elementos que fazem parte da missa;
Perguntar se alguém já participou da celebração da missa?
Pode-se criar um cartaz para representar este rito celebrativo.

Perguntar para os estudantes que outras celebrações eles conhecem. Fazer um cartaz também, lembrando sempre que devemos contemplar as quatro matrizes.

RITO CELEBRATIVO DO ROSH HASHANÁ - JUDAÍSMO

Os judeus do mundo inteiro celebram o Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico. Aproveitando o clima de alegria e reflexão da data, o Comunidade na TV desta semana preparou uma reportagem especial com seus significados, costumes e pratos típicos. E se você ainda não está pronto para a festa, trazemos um serviço completo de locais onde se pode comprar ingredientes, cestas, cartões e comidas prontas.

Veja como é realizada esta celebração:




RITOS E RITUAIS FÚNEBRES - 5º ANO

Após conhecermos os Ritos e rituais fúnebres e mortuários da matriz ocidental e oriental apresentei aos estudantes o da matriz africana iniciamos com a lição de casa enviada na aula anterior.





Nesta aula os estudantes trouxeram as suas plantas, ervas medicinais e cada um foi contando para que ela era utilizada.

Confeccionamos o nosso cartaz:






Entreguei o seguinte texto para que pudéssemos  conhecer como os adeptos da Umbanda realizam esta cerimônia e o que acontece com o seu ente após o falecimento.


RITOS E RITUAIS DE INICIAÇÃO

Para os católicos, 
três sacramentos que, juntos, confirmam o católico como pertencente à igreja. A porta de entrada para a religião é o batismo. 
No primeiro ano de vida, um ministro da igreja promove a cerimônia em que faz o sinal da cruz sobre a criança, unta seu peito com óleo e derrama água sagrada sobre sua cabeça. O segundo sacramento é o da comunhão, que pode acontecer pela primeira vez a partir dos 9 ou 10 anos. É quando a criança participa, simbolicamente, da "ceia do Senhor": recebe o pão — a hóstia (corpo de Cristo) — e o vinho (que simboliza o sangue de Cristo). 
O terceiro sacramento é o da crisma — a confirmação, celebrada pelo bispo para adolescentes a partir dos 14 anos.


No Islamismo,
Para os muçulmanos, a palavra de Deus deve ser a primeira coisa ouvida por alguém. Após o nascimento, o pai deve dizer no ouvido do bebê o azan, uma recitação com os fundamentos da religião, como a crença em um único Deus. Na primeira semana, o cabelo do bebê deve ser raspado, e o valor correspondente ao seu peso, em prata, dado aos pobres. 
O nome também deve ser escolhido durante a cerimônia, onde também é deixado cair um pouco de mel na língua da criança. A cabeça é raspada como símbolo de pureza.

Judaísmo
Quando nasce uma menina em uma família de origem judaica, o pai a nomeia em uma sinagoga, perante a Torá Texto Sagrado dos judeus. No caso de um menino, participa de uma cerimônia onde irá receber um nome. 
A iniciação religiosa se dá aos 13 anos (meninos) e 12 anos (meninas). 
Nas cerimônias chamadas bar-mitzvá, para meninos, ou bat-mitzvá, para meninas, os adolescentes são chamados a ler a Torá pela primeira vez. 
No altar, recitam versos e colocam filactérios (tiras de pergaminho nas quais estão escritas quatro passagens bíblicas em hebraico — uma delas se destina à cabeça, e a outra, à mão esquerda).



Budismo
A iniciação à prática budista formal se dá em um ritual chamado ordenação leiga, quase sempre desenvolvido na fase adulta. Depois de um período preparatório de cerca de um ano, a pessoa passa por uma cerimônia em que recebe, de um mestre ou de um superior de um templo, um novo nome e sua ordem na linhagem de Buda. Não existe a ideia de conversão, pois os budistas acreditam que a natureza de Buda (capacidade de atingir a iluminação) já existe dentro de todas as pessoas desde o nascimento.



Protestantismo
Para os protestantes, a iniciação se dá a partir do batismo. Entre as várias igrejas (batistas, luteranas, presbiterianas, pentecostais, neopentecostais etc.), há diferenças em relação à idade com que a pessoa pode ser batizada. A criança (a partir de 9 ou 10 anos) ou o adulto passa por uma cerimônia em que é imerso completamente em água. Durante o ritual, o crente deve responder a perguntas do pastor. As cerimônias protestantes procuram seguir o ritual de modo semelhante ao do batismo de Jesus Cristo, realizado no rio Jordão, como contado no Novo Testamento. Na Igreja Batista, a pessoa só é batizada quando manifestar sua vontade.



Umbanda
A criança que nasce de pais umbandistas deve receber o nome no dia do batismo, em uma cerimônia celebrada pelo pai-de-santo ou pela mãe-de-santo do terreiro. Vestido de branco, o responsável pelo terreiro batiza com óleo, sal, preparados e água de fonte ou cachoeira. Ele abençoa a criança e oferece sua proteção. A iniciação de fato só pode acontecer na fase adulta, quando a pessoa manifesta a vontade de seguir a religião.



https://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u254.shtml


Candomblé
Ao nascer, a criança de uma família adepta do candomblé é batizada no ritual ekomojade, que significa "dia de dar o nome". 
O pai-de-santo é consultado para saber qual é o orixá da criança, que recebe um nome africano religioso e é banhada com óleos, mel e outros líquidos. Todos os membros do candomblé devem louvar seu orixá, e essa louvação só pode acontecer depois da iniciação. 
O fiel, na grande maioria das vezes já adulto, passa por um longo período de isolamento e é submetido a ritos de purificação, de fixação do orixá, de sacrifício e de festa. Somente então a pessoa é apresentada à comunidade.

Para os Tupinambá -
Grupo indígena extinto que habitava a maior parte da faixa litorânea que ia da foz do rio Amazonas à ilha de Cananeia, no litoral paulista-, quando nascia uma criança do sexo masculino, o pai levantava-se do chão e cortava-lhe o umbigo com os dentes. A seguir, a criança era banhada no rio, após o que o pai lhe achatava o nariz com o polegar. Em seguida, a criança era colocada numa pequena rede, onde eram amarradas unhas de onça ou de uma determinada ave de rapina. Colocavam-se, ainda, penas da cauda e das asas dessa ave e, também, um pequeno arco e algumas flechas, para que a criança se tornasse valente e disposta a guerrear os inimigos.
O pai, durante três dias, não comia carne, peixe ou sal, alimentando-se apenas de certo tipo de farinha. Não fazia, também, nenhum trabalho até que o umbigo da criança caísse, para que ele, a mãe e a criança não tivessem cólicas. Três vezes por dia punha os pés no ventre da esposa. Nesses dias, o pai fazia pequenas arapucas e nelas fazia a tipóia de carregar a criança; tomava, também, o pequeno arco e as flechas e atirava sobre a tipóia, pescando-a depois com o anzol, como se fosse um peixe. Assim, no futuro, a criança caçaria ou pescaria. Quando o umbigo caía, o pai partia-o em pedacinhos e pregava-os em todos os pilares da oca, a fim de que o filho fosse, no futuro, um bom chefe de família. O pai também colocava aos pés da criança um molho de palha, que simbolizava os inimigos. Quando todas essas práticas tinham sido realizadas, a aldeia por inteiro se entregava às comemorações. Nesses dias, era escolhido um nome para o recém-nascido.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u254.shtml

Estes textos servem de suporte para o professor.