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9 de junho de 2017

O SIMBOLISMO DO PAVÃO NAS ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS


Desde tempos imemoriais que as aves, pela sua imagem indissociável ao céu, assumem um valor sobrenatural de ligação entre a Terra e o Céu, um papel no diálogo entre o Homem e Deus; sua plumagem colorida e canto melodioso  inspiraram mitos imortais e universais, criados por civilizações por todo o mundo.
Pavões são aves extremamente simbólicas, fazendo com que suas penas também o sejam. O significado exato costuma depender da cultura e do contexto no qual as penas aparecem.





O pavão é símbolo da visão de Deus pela alma. Considerado animal sagrado na Índia, muitas dessas aves andam livremente pelos templos hindus e são alimentados por seus sacerdotes. 
O pavão representa a primavera, o nascimento, longevidade e amor. Pela sua beleza ganhou um lugar importante quer nos templos asiáticos, quer nos jardins reais e paços ducais, quer mesmo nas lendas muçulmanas, às portas do Paraíso onde engoliu o próprio Diabo. 
O pavão é conhecido pela ave dos cem olhos; o padrão da sua cauda representa as estrelas, o universo, o sol, a lua e o “cofre do Céu” e  em seu corpo estão escondidos os 12 signos do zodíaco; Sua coroa semelhante a uma estrela de seis pontas simboliza sua magnitude e poder. 
É símbolo da eternidade, da imortalidade e da totalidade. É emblema da sabedoria e do conhecimento oculto. Na Índia é considerado um animal sagrado e está presente em todas as manifestações das divindades hindus. 




Na mitologia grega e romana aparece como a ave protegida da deusa Hera, ou Juno; o povo chinês acreditava que um olhar do pavão poderia engravidar uma mulher. 
O pavão é o símbolo da beleza, da prosperidade, da realeza, do amor, da compaixão, a alma e a paz. 
Segundo a crença hindu, a deusa do conhecimento e da sabedoria, Saraswati, monta um pavão e o deus Indra, transforma-se num pavão. 
No budismo o pavão simboliza a pureza e as suas penas são usadas em cerimônias de purificação. A tradição antiga considera o pavão como um símbolo de fidelidade, que por morte da sua companheira morre de tristeza ou vive para sempre só. 
Apesar de que na Europa, na idade média, o seu grito e penas já tenha sido considerado um mau presságio, encontrar uma pena de pavão traz boa sorte, harmonia, serenidade e paz de espírito. 
No horário místico corresponde ao crepúsculo. Foi sagrado na China e é a ave nacional da Índia.


No budismo tibetano, o pavão representa “bodisatva” aquele que transcende os venenos da inveja, raiva e ciúmes, capaz de conviver entre as pessoas ajudando-as a obter a iluminação, sem se deixar contaminar pelo universo mundano.


Budistas associam penas de pavão com abertura, pois estas aves exibem tudo ao abrirem suas caudas. Os budistas também atribuem enorme significância ao fato dessa ave se alimentar de plantas venenosas, representando a habilidade de crescer face ao sofrimento.

Assim, nós, que defendemos a paz, não podemos nos envenenar com a raiva, mas sim olhar com equanimidade aqueles que praticam a violência, permanecendo atentos ao nosso estado mental.

Se durante esse processo começarmos a sentir raiva, precisamos retroceder e recuperar a perspectiva compassiva. Sem raiva, talvez possamos transpor a terrível ilusão que faz brotar a violência e o sofrimento infernal.

Durante o inverno, todos os anos, as penas do majestoso pássaro caem para que nasçam outras novas, recuperando seu total esplendor durante a primavera. Tornando-se assim, símbolo de renovação, imortalidade e renascimento para muitas culturas.



Na tradição sufi, ramo esotérico do islamismo, o pavão possui um importante papel iconográfico. Os sufis contam que quando a Luz se manifestou e o Self (o Eu Superior) viu sua imagem refletida num espelho pela primeira vez, ele viu um pavão com sua cauda aberta. Uma bonita história que tenta traduzir a magnificência e a pureza do Eu Superior através da figura do pavão.
Esta passagem tenta demonstrar a esplendor e a pureza do Eu Superior através da figura do pavão. Ainda segundo o sufismo os “olhos” presentes na cauda da ave representam virtudes espirituais pelo “Olho do Coração”.
Os "olhos" na cauda do pavão abrem um leque de interpretações e significados. Ainda segundo o sufismo, eles representam as virtudes espirituais irradiadas pelo Olho do Coração.





Na Índia Antiga o pavão era um símbolo místico. A mitologia Hindu associa o pavão à deusa Lakshmi. As penas, sendo assim, representam suas qualidades: bondade, paciência e boa sorte.

Também Saraswati, a deusa hindu da sabedoria, da fala, da poesia, da música e dos estudos,  é quase sempre representada ao lado de seu pavão, algumas vezes ao lado de seu cisne. 


Na simbologia de Saraswati o pavão possui, surpreendentemente, um significado diferente de todos os outros. Com sua linda plumagem, ele representa o mundo em toda sua glória e a ignorância (avidya) advinda da ilusão mundana.



Já o cisne, com sua capacidade de separar o leite das águas, representa a sabedoria (viveka) e o conhecimento (vidya). O pavão sentado perto de Saraswati está ansiosamente esperando para servi-la como veículo. 
Mas, por seu comportamento imprevisível e seu humor influenciado pelas mudanças do tempo, Saraswati utiliza o cisne como veículo e não o pavão. Com isso, a imagem tenta dizer que devemos superar a ansiedade e a inconstância para utilizar bem o conhecimento.



Segundo a lenda, certa vez, o mais formoso dos pavões, ao ouvir encantado Krishna tocar sua doce flauta, ofereceu-lhe de presente a sua mais bela pena.
E desta pena Krishna fez uma coroa, que a usava como símbolo do domínio da vaidade, da luxúria, da beleza e da concupiscência, pela força e pela luz da consciência.
Na Índia, o pavão já foi considerado um animal sagrado. Quem matasse um deles seria condenado à morte. Hoje esse costume não existe mais, porém dezenas de pavões andam livremente por certos templos hindus e são alimentados pelos sacerdotes. 
Durante o inverno, todos os anos, as penas do majestoso pássaro caem para que nasçam outras novas, recuperando seu total esplendor durante a primavera. Tornando-se assim, símbolo de renovação, imortalidade e renascimento para muitas culturas.





Na Grécia Antiga, o pavão era a ave padroeira da deusa Hera (deidade que regia o casamento). De acordo com o mito, ela colocava "olhos" nas penas dos pavões, simbolizando o conhecimento de quem tudo vê e a sabedoria dos céus. 
Conta a mitologia grega, que o pavão era o animal de Hera e ganhou suas marcas em formato de olho graças a uma mulher chamada Io. Ela era sacerdotisa de Hera, esposa de Zeus. 
Zeus se apaixonou por Io e a transformou em uma novilha para protegê-la da ira e do ciúme de Hera. Hera ficou desconfiada e pediu a Zeus que lhe desse a novilha de presente. De posse do animal, Hera incumbiu Argus, homem coberto de olhos, de vigiar Io. Zeus, então, enviou um mensageiro para resgatar a sacerdotisa, matando Argus. 
Como uma homenagem a Argus, Hera colocou seus "olhos" no pavão. Hera criou o pavão a partir dos cem olhos de Argus, seu guarda fiel.

Foi-lhe também atribuído o dom de prever a chuva com a sua dança nupcial e por esta razão chegaram a ser sacrificados para trazer a chuva e tornar as terras e mesmo as pessoas férteis.


Eles acreditavam que por essa ligação com a deusa Olímpica, seu corpo não se corrompia após a morte. Tal crença foi inclusive adotada pelo cristianismo até a época de Santo Agostinho. 
Na China e no Vietnã o pavão é signo de fertilidade e prosperidade.
O alcorão refere que a linguagem das aves, conhecida pelo rei Salomão, é a mesma dos anjos e simboliza o conhecimento espiritual.



Já a Teosofia considera o pavão como um “Emblema da inteligência de cem olhos e, também, da Iniciação. É a ave da Sabedoria e do Conhecimento Oculto", segundo o Glossário de Helena Blavatsky. 
O "olho" da pena do pavão também é associado à glândula pineal, fazendo dele um símbolo sagrado. Ainda hoje essas penas são usadas como talismãs e proteção contra maus espíritos.

O PAVÃO BRANCO


No Xamanismo, o Pavão simboliza bondade, generosidade e magia. Ele possui um antigo conhecimento de magia e é capaz de trabalhar a energia para criar tudo o que quer. No Xamanismo Ancestral existe o Clã do Pavão, que rege o elemento Fogo. 
Este animal também nos trás o senso da bondade, generosidade e capacidade de abarcar a vida. 
Passáro grande e gracioso, o Pavão vive num corpo no plano terrestre e que precisa aproveitar sua capacidade para manifestar prazeres hedonísticos. Sua forma é bela, mas ele não esta apegado a ela: estar em um corpo é como usar uma máscara. Quem domina a arte de pôr e tirar as máscaras quando bem entende vive no corpo com uma liberdade que lhe permite brincar. 
O Pavão tem muito a nos ensinar sobre humor, o tipo de humor que nos impede de abusar do poder. Possui o dom de pegar as coisas no ar. E como todos os dons, deve ser tratado com gratidão e alegria. Pois há uma grande generosidade nesse modo de ser. 



De acordo com o site My Power Animals, a Ordem do Pavão Branco é uma antiga ordem de xamãs que descendem do planeta Vênus. Tanto o pavão branco quanto um xamã altamente reverenciado, chamado Senhor Sananda, são considerados os símbolos dessa ordem. Os pássaros são vistos como protetores, já que eles guardam o templo da ordem em Vênus e gritam para alertar quando alguém está se aproximando.

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