Neste blog você irá encontrar sugestões de atividades, atividades já realizadas, informações sobre o Ensino Religioso no estado do Paraná e principalmente em Curitiba. Trabalhar com a diversidade religiosa em sala de aula é algo extremamente rico pois, é na diversidade que aprendemos a respeitar o outro.


9 de fevereiro de 2013

PÁSCOA DOS JUDEUS

Um assunto que podemos trabalhar é a Páscoa. Festividade essa tão comentada pela mídia logo após o Carnaval. Então segue neste post um texto que pode auxiliar, você professora, em suas aulas de Ensino Religioso.
 
A LINDA FESTA DA LIBERTAÇÃO

A palavra Páscoa - ou Pessach, na língua hebraica, tem significado especial para o povo judeu ou povo de Israel. A Pessach - significou o fim da escravidão do povo hebreu das mãos do faraó do Egito, e o início da libertação do povo.

A libertação dos filhos de Israel foi marcada pela travessia do Mar Vermelho que se abriu para "abrir passagem" ao povo de Israel. Deus escolheu Moisés para liderar o povo de Israel e conduzi-los à Terra Prometida.

Ainda hoje as famílias judaicas se reúnem para o Sêder - um jantar especial que é feito em família durante oito dias para celebrar a libertação do seu povo.

Além do jantar com as comidas especiais, há leitura do Torá - livro sagrado dos judeus e reflexão nas sinagogas.

Também no tempo atual, na noite de celebração o Sêder, assim como foi a noite que antecedeu a fuga do povo hebreu do Egito, as casas devem estar limpas e arrumadas para um jantar diferente. Cada um dos alimentos servidos relembra a experiência que os judeus tiveram no Cativeiro do Egito - as dez pragas que foram impostas e os prodígios divinos que os retiraram daquele lugar.

É proibido qualquer alimento que contenha fermento.

Nesta cerimônia, as crianças têm uma participação especial, pois, será por meio delas que a história será contada para as gerações posteriores.

No Sêder, prepara-se a mesa da seguinte forma: no centro de uma bandeja colocam-se três matzot - pães ázimos - que representam os três grupos de judeus: Cohanim, Leviim e Israel. Ao lado dessas matzot, com que colocam-se os seguintes símbolos:
 

Zeroá - Pedaço de osso do cordeiro ou ovelha. Este osso simboliza o poder com que Deus tirou o povo hebreu do Egito e o cordeiro lembra o cordeiro pascal, sacrificado no Templo.
 

Betsá - Ovo cozido, colocado na parte superior à esquerda da bandeja, simboliza uma lembrança do sacrifício que se oferecia em cada festividade.

 

http://www.ensinandodesiao.org.br/newsletter/images/pessach.jpg
Marór - Erva amarga, normalmente colocada no centro da bandeja. Simboliza sofrimento dos judeus escravos no Egito (usa-se escarola, verdura mais amarga que alface).

 
Charósset - Mistura de nozes, amêndoas, tâmaras, canela e vinho, colocada na parte inferior à direita da bandeja, representa, pela cor terracota, a argamassa com a qual os judeus trabalhavam na construção das edificações do faraó.

 
Karpás - Essa verdura, molhada em vinagre ou água salgada lembra as lágrimas derramadas pelo sofrimento (serve para dar o sabor do Êxodo - Saída)

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