26 de agosto de 2018

QUEM SOU EU? COM QUE VESTE EU VOU?

Com esta atividade é possível abordar alguns conteúdos, símbolos religiosos, organizações religiosas, Ritos e rituais em diferentes anos do Ensino Fundamental.

Esta atividade vem como uma forma de brincadeira onde um estudante pode brincar com o outro, basta acertar a posição das peças. 



Adicionar legen http://www.purepeople.com.br/midia/as-freiras-do-convento-em-que-maria-vito_m2178867






https://www.pinterest.pt/pin/437060338819160375/








https://bastidordomilitante.wordpress.com/2014/05/07/o-desafio-de-ser-paje-mulher-satere-baku-lideranca-da-aldeia-sahu-ape/





http://g1.globo.com/bahia/noticia/2013/04/denuncia-de-intolerancia-religiosa-ao-candomble-para-em-delegacia-na-ba.html



https://aimoran.blogspot.com/2015/12/paje-sapaim.html




O MITO DA PEMBA - 1º ANO

Objetivo: Conhecer alguns símbolos religiosos.
Conteúdo: Símbolos Religiosos: – Simbologia religiosa natural e construída.
Critérios de ensino aprendizagem: Classifica alguns símbolos religiosos.

Iniciamos nossas atividades assitindo o vídeo sobre a história da Pemba:



OBS: Não passei a história Minhas contas.


Logo depois levei para a sala de aula minhas Pembas, as crianças pegaram e puderam verificar como é este pó. (em forma de giz);


https://www.fucesp.com.br/post/porque-a-pemba-e-o-seu-uso

Como não era possível dar uma Pemba para cada um, dei um giz de quadro, cada um poderia escolher a cor que quisesse.

Em seguida, cada um fez um desenho do que mais gostava de fazer ou qual desejo teria para que as pessoas vivessem felizes.

A maioria optou por fazer o desejo: eu desejo ter muitos amigos; eu desejo ter um animalzinho; eu desejo ser muito feliz; eu desejo brincar com os meus amigos sem brigar.



Esta foi uma atividade bem gostosa pois, depois de realizar o desenho, com o pozinho que ficou na folha fomos para o pátio da escola assoprar a nossa boa energia e que nossos desejos fossem realizados.










TOTEM - ANIMAIS SAGRADOS

Iniciamos o conteúdos símbolos religiosos assistindo ao desenho Irmão Urso:



Sugiro, utilizar o DVD, a filmagem em alguns momentos está fora de foco, eu usei o meu.



Objetivo: Conhecer o significado de diferentes animais sagrados presentes em algumas organizações religiosas.
Conteúdo: Símbolos Religiosos – Animais sagrados.
Critérios de ensino-aprendizagem: Reconhece o significado de diferentes animais sagrados presentes em algumas organizações religiosas.

Utilizei o seguinte texto para consulta:



Povo Ojibwe dos índios da América do Norte.
Totem significa o símbolo sagrado adotado como emblema por tribos ou clãs por considerarem como seus ancestrais e protetores. O totem pode ser representado por um animal, uma planta ou outro objeto. Totem é uma palavra derivada de "odoodem" que significa "marca da família", na linguagem indígena Ojibwe dos índios da América do Norte.
Os totens são vistos como talismã, objetos de veneração e de culto entre o grupo. Em algumas tribos, o totem pode ser simbolizado por um desenho do brasão do grupo, utilizado em diversos objetos como identidade da família à qual pertence.
Entre os índios da América do Norte, o totem é geralmente um desenho meticulosamente trabalhado em madeira formando uma enorme escultura. Totens originais construídos no século XIX podem ser vistos em museus dos Estados Unidos e Canadá.
Totemismo é uma crença religiosa que utiliza o totem como elemento espiritual de adoração. Esta religião é muitas vezes associada ao xamanismo por ser também uma religião com origem indígena.
São esculturas feitas por índios, utilizando figuras de animais, objetos e até pessoas. Para algumas tribos, os totens servem para registrar a história de um grupo – considerados um símbolo de identidadade; para outras, são objetos de culto em cerimônias religiosas e sociais, que incluem a troca de presentes entre líderes indígenas. “Os totens também estão ligados à transformação de animais em pessoas e vice-versa, representando um ancestral que possuía esse tipo de habilidade”, explica Pedro Paulo Funari, arqueólogo e professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp.


Calcula-se que o conceito de totemismo tenha surgido na Pré-História com o homem primitivo, que colocava a pele de suas caças na entrada da caverna para pedir a proteção da natureza e, também, para mostrar sua força e poder. Atualmente, as poucas tribos indígenas que ainda confeccionam totens costumam vendê-los a colecionadores.


ANIMAIS EMPILHADOS

Conheça o significado dos principais símbolos entalhados nos totens:


O PÁSSARO TROVÃO: Figura mitológica capaz de criar raios com os olhos e trovões com o bater das asas. Significa poder e liderança;

A ÁGUIA: Como voa alto, consegue detectar problemas de longe. É a representação da coragem e do prestígio;

O URSO: Com a habilidade de se transformar em humano e vice-versa, denota força, aprendizado e maternidade;

A CORUJA: Sabedoria e capacidade de enxergar coisas ocultas, além de representar a alma dos falecidos;

O CORVO: Ser sobrenatural, portador da magia e temido por seus artifícios. Ele inspira a criatividade e traz o conhecimento;
O SAPO: Atrai a estabilidade e a riqueza, proporcionando uma mudança de vida. Também simboliza a comunicação;
O LOBO: Representa a inteligência e o espírito de liderança, além de ser o protetor das famílias e dos necessitados;
A TARTARUGA: É o animal que ajuda a deixar “os pés no chão” para que as coisas terrenas tenham a devida atenção;  
PAU PRA TODA OBRA

FONTES Joe Nowac, entalhador de totens, totempoles.info,chainsawsculptors.com,
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-sao-totensDe posse destas informações cada estudante ganhou os animais que compõem o totem.

Arrecadamos rolinhos e cada um pintou o seu rolinho com a cor que queria.








Depois de acordo com as características que cada um acha ter como mais predominante até a menos predominante montamos o totem.






INFORMAÇÕES PARA OS PROFESSORES:




Povo Ojibwe dos índios da América do Norte.
Totem (em Portugal, também tóteme) é qualquer objeto, animal ou planta que seja cultuado como deus ou equivalente por uma sociedade organizada em torno de um símbolo ou por uma religião, a qual é denominada totemismo. Por definição religiosa podemos afirmar que é uma etiqueta coletiva tribal, que tem um caráter religioso. 

É em relação a ele que as coisas são classificadas em sagradas ou profanas. Segundo Schoolcraft, analisando os termos dos totens tribais da América do Norte, "o totem, diz ele, é na verdade um desenho que corresponde aos emblemas heráldicos das nações civilizadas e que cada pessoa é autorizada a portar como prova da identidade da família à qual pertence. É o que demonstra a etimologia verdadeira da palavra, derivada de 'dodaim', que significa aldeia ou residência de um grupo familiar".

Características


Totem é uma palavra dos índios, designa simplesmente o “Brasão” ou as “Armas” que a família o traz. O “Brasão” era pintado ou cravado na maioria dos objetos usados pelo proprietário.

As famílias dos indios americanos mandavam esculpir os seus Totens, quando podiam. Geralmente, eram altos pilares ou postes de cedro admiravelmente trabalhados. O “Brasão” ficava no elmo e em geral era um animal selvagem, ave ou peixe.

Os índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia.

A história do Totens

Totens em geral sã guardiões ou talismãs de um grupo ou tribo.

Feiticeiros das tribos indígenas norte-americanas adotavam espíritos de animais que tivessem significado especial para as tribos e indivíduos e erigiam um totem para representá-lo. A tradição americana nativa, previa que cada indivíduo estaria ligado com nove animais diferentes, que o acompanhava ao longo da vida, atuando como guias. Guias animais diferentes entravam e saíam de sua vida, dependendo da direção que seguia e das tarefas que precisavam ser concluídas ao longo de sua jornada.


Crenças nativas ainda defendiam que um animal totêmico estaria com o indivíduo por toda a vida, tanto no mundo físico como no espiritual. Embora as pessoas pudessem identificar-se com guias de diferentes animais ao longo das suas vidas, esses animais eram representados num totem que lhes garantiam proteção. Tal guia animal podia oferecer também sabedoria para o indivíduo, "comunicando-se" com ele, transmitindo-lhe confiança e respeito.

Totens ocorreram historicamente em sociedades em várias partes do mundo, incluindo África, Ásia, Austrália, Europa Oriental, Europa Ocidental e na região polar do Ártico. Na América a tradição dos totens esteve presente em tribos indígenas da costa noroeste do Pacífico e em algumas das tribos do sul do Alasca. Contrariamente à crença popular, os índios do sudoeste, índios das planícies, não esculpiam totens. Não haviam árvores robustas no deserto de Sonora ou na tundra do Ártico. Alguns antropólogos reivindicam que nunca houve qualquer coisa como totens antes de os europeus chegaram ao Novo Mundo. Como os totens eram feitos de madeira não resistiam ao tempo, muito pouco se pode confirmar a esse respeito. Relatos dos índios do noroeste e os seus vizinhos são unânimes sobre a existência dos totens nessas culturas muito antes de chegada dos europeus, e além do mais as formas e as concepções de totens eram tão estilizadas e particulares que é difícil acreditar que tenham surgido tão recentemente. Mas o que se sabe é que os totens definitivamente assumiram maiores dimensões desde a aquisição de instrumentos europeus de talha, todavia. Alguns totens talhados no séc. XVIII era majestosos feitos de peças únicas de cedro de até quarenta metros de altura.

O século é variado pois os totens são caracterizados em diferentes épocas e lugares, na Idade Média, os nobres usavam brasões com figuras de leões e águias, que eram como um tipo de totem.

Totem é uma palavra dos índios, designa simplesmente o “Brasão” ou as “Armas” que a família o traz. O “Brasão” era pintado ou cravado na maioria dos objectos usados pelo proprietário.
As famílias dos índios americanos mandavam esculpir os seus Totens, quando podiam. Geralmente, eram altos pilares ou postes de cedro admiravelmente trabalhados. O “Brasão” ficava no elmo e em geral era um animal selvagem, ave ou peixe.
Os índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia.


9 de julho de 2018

MITO DO MILHO - 2° ANO

Os alunos do 2° ano aprenderam que a "Mãe Terra", dá  o que cada um merece, nem mais nem menos. Veja o texto que os alunos receberam:

Tabajara era um velho índio muito bondoso e querido pelo seu povo. A tribo estava passando por muita dificuldade. Não havia caça e a pesca estava difícil. O velho índio, sentindo que ia morrer, reuniu os homens de sua tribo e disse: — Enterrem meu corpo numa cova bem rasa. Cubram-me com palha seca e pouca terra. Esperem vir o sol e a chuva. Ali nascerá alimento para toda tribo. Após a morte de Tabajara, seu povo fez o que ele havia mandado. Sobre a cova do velho guerreiro, apareceu uma planta. Suas folhas compridas lembravam a lança de Tabajara. Sua flor vistosa parecia o cocar do chefe índio e a tribo descobriu que sua espiga era um delicioso alimento. Foi assim que surgiu o milho. (adaptação do folclore brasileiro)

Após receberem o texto, conversamos sobre o que cada um havia entendido.
Retomamos o assunto anterior, os alimentos sagrados, onde fizemos uma relação com o conhecimento adiquirido e o que iríamos aprender.
Contei aos alunos a história da Lenda do Milho. Para verificar se aprenderam os alunos fizeram a ilustração desta lenda.


Depois que fizemos esta atividade, montamos um cartaz com espigas de milho confeccionadas pelos alunos. Entendendo que o milho é um alimento sagrado.

O milho é sagrado para alguns povos. Povos como o Guarani, em suas cerimônias religiosas, utilizam o milho chamado "Avaty". Nele inspira-se o calendário religioso, sendo que são feitas diversas cerimônias na época de plantar e de colher o milho.
















Nossas espigas ficaram assim:




Formamos um milharal lindo!!! E para finalizar fizemos uma conexão com a disciplina de matemática.






AWAJY ETE - SÍMBOLO INDÍGENA

Realizei a contação da história do Mito do Awajy.


Tabajara era um velho índio muito bondoso e querido pelo seu povo. A tribo estava passando por muita dificuldade. Não havia caça e a pesca estava difícil. O velho índio, sentindo que ia morrer, reuniu os homens de sua tribo e disse: — Enterrem meu corpo numa cova bem rasa. Cubram-me com palha seca e pouca terra. Esperem vir o sol e a chuva. Ali nascerá alimento para toda tribo. Após a morte de Tabajara, seu povo fez o que ele havia mandado. Sobre a cova do velho guerreiro, apareceu uma planta. Suas folhas compridas lembravam a lança de Tabajara. Sua flor vistosa parecia o cocar do chefe índio e a tribo descobriu que sua espiga era um delicioso alimento. Foi assim que surgiu o milho. (adaptação do folclore brasileiro)

Questionei os alunos sobre o que seria o Awajy. Muitos não souberam dizer, ficaram em dúvida, falaram o nome de vários alimentos.

Até que por fim chegaram no nome: milho. Contei aos alunos que o awajy (milho) é um símbolo indígena e um alimento sagrado. 

Eles visualizaram estas imagens e viram que o awajy pode ser de várias cores,






Cada aluno  ganhou uma espiga de milho para pintar e a palavra awajy, com todas as letras misturadas para que fossem coladas no caderno de forma correta.





ALIMENTOS SAGRADOS AFRO

 Os santos satisfazem sua fome de dendê, mel e farinhas, da carne dos sacrifícios e do sangue, seiva de vida, revitalizador elemento da ação do Axé. (LODY, 1979, p. 19).

Os cultos afro-brasileiros são crenças trazidas pelos escravos provenientes de diversos grupos étnicos – principalmente da costa ocidental da África –, que se mesclaram ou se aculturaram com elementos e divindades indígenas e com o catolicismo, trazido pelos colonizadores portugueses.
Essa nova forma de religiosidade popular recebeu diversas denominações, cuja variedade de ritos varia de acordo com a tradição africana da qual procedem, e, sobretudo, por sua formação em uma região específica do País. Os mais conhecidos são: o Candomblé, na Bahia e em outros estados; o Xangô, em Pernambuco, Alagoas e Sergipe; a Umbanda, no Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros estados; o Tambor de Mina, Tambor de Nagô e Canjerê, no Maranhão; a Cabula, no Espírito Santo; e oBatuque ou Pará, no Rio Grande do Sul, onde também recebe a denominação deNação. 

Para os cultos afro-brasileiros, a alimentação sagrada é um fator determinante para a união e à preservação das ações dos deuses. É por meio da alimentação comum entre as divindades e seus fiéis que o culto assegura sua sobrevivência.

Na mesa dos deuses afro-brasileiros comem os Orixás, os Voduns (Orixás da cultura Jêje) e os Inkices (Orixás da cultura Banto). 

O Ajeum, cuja tradução mais literal pode ser banquete, é um termo e origem ioruba  referente às refeições. É o ato de comer e dar comida para as divindades nos centros de cultos afro-brasileiros. É um importante momento sócio-religioso nas festas públicas dos terreiros de candomblé, quando são armadas grandes mesas, onde as comidas dos orixás e as comidas comuns (comidas de branco) são servidas. Não existe cerimônia pública ou privada nos cultos afro-brasileiros em que a alimentação não esteja presente.

A culinária sagrada dos Orixás é muito diversificada e têm como base carnes, peixes, farinhas, mel, óleos, além de outros ingredientes, que de acordo com os preceitos dos cultos resultarão em alimentos desejados e do agrado do “santo”. Há muita influência da cultura regional na culinária e modo de preparar os alimentos para os Orixás, nos terreiros de Xangô, no candomblé e outras formas.

Na Bahia, há uma expressiva culinária votiva com um cardápio bem diversificado e a presença de fortes elos africanistas nos nomes dos pratos, condimentos e produtos utilizados.

Em São Luís, no Maranhão, são preparados os aluás de milho, com pão e vinagre, servidos em grandes cuias ao gosto dos Voduns, assim como os abobós, milho cozido e pequenos acarajés, diferentes dos baianos.
Nos terreiros de Xangô, em Pernambuco, Alagoas e Sergipe, há um grande uso de ervas e favas, também utilizados nos catimbós.

As iabassês ou cozinheiras dos terreiros são mulheres que se dedicam com votos religiosos ao preparo dos alimentos rituais. Conhecem os segredos e o que é preciso para agradar, aplacar, invocar ou cultuar os deuses africanos. Devem atuar na cozinha como em um santuário. Os alimentos que não fazem parte do cardápio ritual não podem ficar no mesmo local, devendo ser preparados em outro local, assim como, por tradição, os homens não devem frequentar a cozinha sagrada.

Os preparos dos alimentos para as divindades têm tradicionalmente um cozimento demorado, levando às vezes noites inteiras. Também, dependendo do prato, devem ser levados em conta o dia da semana e palavras mágicas. 

Segundo o antropólogo Raul Lody (1979, p. 32) há diversos tabus e injunções na alimentação dos deuses e das pessoas:

As iniciadas de Iansã não podem comer caranguejo ou abóbora. As pessoas que têm Oxum como orixá principal não devem comer peixes sem escama, principalmente o tubarão. Os iniciados de Omolu não podem comer siri. Os adeptos de Xangô, em sua maioria, não comem carneiro e caranguejo, e os iniciados da Nação Gege Mahino têm a proibição de consumir carne de porco, também não constando de nenhum cardápio sagrado dessa Nação.
Há um íntimo relacionamento entre os animais e os deuses africanos. O sangue deles os alimenta e reforça seus poderes no campo religioso. Por isso, os animais escolhidos para serem sacrificados e servir de alimento sagrado têm profunda identificação com a divindade a quem a comida será oferecida. Para cada divindade há uma série de animais votivos, que além de estar em perfeitas condições de saúde, são escolhidos pela raça, cor e sexo (LODY, 1979, p. 62-63):

EXU – galo e bode pretos.


OGUM – bode de várias cores, galo vermelho e de outras cores, conquém (galinha d’Angola, “tô-fraco”).

OXOSSI – boi, bode de várias cores, galo e qualquer tipo de caça.

ALIMENTOS SAGRADOS - MATRIZ AFRICANA

As atividades desenvolvidas aqui fazem parte do conteúdo Símbolos Religiosos: naturais e construídos e alimentos sagrados, com  os objetivos:

Reconhecer a existência dos alimentos sagrados nas organizações religiosas:

Iniciamos as nossas atividades após lembrarmos dos símbolos religiosos naturais e construídos, como a cruz, o maracá, a flor de lótus e os atabaques.

Antes propriamente dito, apresentar a matriz religiosa trabalhada, levei para sala de aula fogareiro, panela, sal, azeite e milho pipoca. 
Os estudantes vendo tudo aquilo ficaram surpresos e perguntaram o que íamos fazer naquela aula. 

Então mostrando os ingredientes deduziram: PI PO CA !!!!!

Bom para realizarmos a atividade conversamos sobre como fazer este alimento e copiamos a receita no caderno.



Saboreamos este delicioso alimento, alguns estudantes perguntaram se enquanto comíamos ele era sagrado, e eu falei que não.  Para ele se tornar Sagrado era necessário realizar um ritual e fazer parde de uma festa.

Depois de provarmos e saboreamos a pipoca, entreguei o seguinte texto para ser colado no caderno:

Os devotos de Omolu/Obaluaie lhe atribuem curas milagrosas, realizando oferendas de pipocas, jogando-as sobre o doente.

O milho de pipoca estourado em uma panela, em alguns lugares com óleo, em outros com areia. Nesse último caso, é preciso peneirar a areia dessa pipoca depois de pronta.

Ao final, a pipoca colocada em um alguidar (vasilha de barro) e enfeitado com pedacinhos de coco.




Após saberem que a pipoca é Sagrada nas festas de Obaluaiê/Omolu, ganharam papel crepon para confeccionarem as pipocas e colaram nos alguidar de Obaluaiê/Omolu.




Conversamos sobre o alimento, para quem ele é Sagrado?

É Sagrado para os adeptos do Candomblé e da Umabanda, eles realizam banhos de pipoca pois, acreditam que com isso as doenças vão embora.



ALIMENTOS SAGRADOS - MATRIZ INDÍGENA

As atividades desenvolvidas aqui fazem parte do conteúdo Símbolos Religiosos: naturais e construídos e alimentos sagrados, com  os objetivos:

Reconhecer a existência dos alimentos sagrados nas organizações religiosas:


Iniciamos as nossas atividades após lembrarmos dos símbolos religiosos naturais e construídos, como a cruz, o maracá, a flor de lótus e os atabaques.

Iniciei a aula perguntando:

Alguém já comeu mandioca?
Vocês comeram ela cru? cozida? Frita?
Como e onde ela nasce?
Vocês conhecem o mito desta planta?

Todos ficaram curiosos pois, estranharam eu estar fazendo essas perguntas, então entreguei o mito em forma de história me quadrinhos.










Levamos duas aulas para realizar a leitura e a pintura do mito.

Logo após cada uma ganhou a palavra MANDIOCA separada em sílabas e misturadas para que ordenassem e colassem em seu caderno.

Lembrando sempre que a planta é um alimento sagrados para um determinado povo indígena.



Após esta atividade já deixei o gostinho de quero mais dizendo que na próxima aula aprenderíamos sobre um alimento muito gostoso que pula na panela, você sabe qual é?


Como curiosidade trouxe para os estudantes o seguinte texto:

O povo INDÍGENA MUNDURUKU, DO PARÁ, ACREDITA QUE OS ESPÍRITOS DE SEUS ANTEPASSADOS APARECEM NA CASA ONDE GUARDAM SUAS FLAUTAS SAGRADAS.
EM DETERMINADAS FESTAS, OS iNDígenas LEVAM MINGAU DE MANDIOCA PARA ESSA CASA, O QUE GARANTE A PROTEÇÃO DOS ESPÍRITOS PARA AS COLHEITAS.